Desta segunda-feira, 24 de agosto até o dia 28 de agosto, a mostra gratuita “Paragens do cinema russo: sessões Mosfilm” da Sala Redenção (Eng. Luiz Englert, 333) apresenta um panorama de paisagens russas no cinema, percorrendo regiões que vão do Cáucaso à Sibéria. Os filmes foram produzidos entre os anos 1960 e 80 pelo estúdio russo Mosfilm. A programação tem início hoje, 16h, com “Asas” (1966), de Larisa Shepitko. O drama apresenta a história de Nadezhda Petrukhina, ex-pilota de caça da Segunda Grande Guerra que enfrenta dificuldades para se adaptar à nova vida como diretora escolar em província russa. A sessão é seguida de conversa com Daniela Rosso, bacharel em Letras na Ufrgs.
Vencedor da categoria “Melhor filme internacional” do Oscar de 1976, “Dersu Uzala” (1975), de Akira Kurosawa, tem exibição na quarta, 26, 19h. O filme soviético-japonês, adaptação da obra de Vladimir Arsenyev, retrata a amizade de um explorador e cartógrafo com um caçador nas montanhas da Sibéria. A sessão é seguida de conversa com Denise Sales, professora de Língua e Literatura Russas do Instituto de Letras.
“Noites brancas” (1959), de Ivan Pyriev, encerra a programação na sexta, 28. Adaptação da obra de Fiódor Dostoiévski, o filme se passa em cinco noites de verão, nas quais o Sonhador se apaixona por Nastenka enquanto compartilham dores e desejos pelas ruas de São Petersburgo. Daniela Mountian, docente do Setor de Russo do Instituto de Letras conversa com o público.
Outras produções em destaque
Outras produções que serão exibidos na mostra da Sala Redenção são “Viy – o espírito do mal”, de Konstatin Ershov, Gueorgy Kropachyov (1967), hoje às 19h. O jovem estudante de filosofia Khoma sai de férias do seminário e pede abrigo, com mais dois colegas, na casa de uma senhora.
Na terça, 25, 16h, a produção é “A prisioneira do Cáucaso”, de Leonid Gayday (1966). Em viagem de pesquisa ao Cáucaso, o estudante Shurik se apaixona pela atlética e politizada Nina. Às 19h, será exibido “O mensageiro”, de Karen Shakhnazarov (1986). Um rapaz consegue emprego como office boy. Em uma de suas entregas, ele conhece um professor e a filha. Na quarta, 26, 16h, outro filme de Shakhnazarov, “Nós somos do jazz” (1983). Nos anos 1920, um morador de Odessa monta um conjunto de jazz e viaja pela URSS. Na quinta, 16h, será exibido “Moscou não acredita em lágrimas” (1978) e na sexta, 16h, “O sol branco do deserto” (1969).