Arte & Agenda

Mostra na Sala Redenção homenageia o clássico “O Encouraçado Potemkin”

De hoje até sexta, 22, a Sala de Cinema Universitário realiza a mostra “100 Anos de O Encouraçado Potemkin”, em homenagem ao centenário do clássico de Serguei Eisenstein

Sala Redenção realiza mostra, de 18 a 22 de agosto, em homenagem ao centenário do clássico "O Encouraçado Potemkin", dirigido por Serguei Eisenstein.
Sala Redenção realiza mostra, de 18 a 22 de agosto, em homenagem ao centenário do clássico "O Encouraçado Potemkin", dirigido por Serguei Eisenstein. Foto : Films Sans Frontiers / Divulgação / CP

Desta segunda-feira até sexta-feira, 22 de agosto, a Sala Redenção – Cinema Universitário (rua Engenheiro Luiz Englert, 333, bairro Farroupilha, Porto Alegre) realiza a mostra “100 Anos de O Encouraçado Potemkin”, em homenagem ao centenário do clássico dirigido por Serguei Eisenstein. A programação marca também a estreia do Cineclube do Setor de Russo na Sala Redenção e traz um panorama da cinematografia russa nas primeiras décadas do século 20, reunindo filmes de grandes realizadores como Evguéni Bauer, Olga Preobrajénskaia, Dziga Viértov, Esfir Chub e o próprio Eisenstein.

Considerado um divisor de águas na história do cinema, “O Encouraçado Potemkin”, como ficou conhecido no Brasil, foi exibido pela primeira vez em 21 de dezembro de 1925 no Teatro Bolshoi. Sua inovadora concepção de montagem e suas imagens emblemáticas – como a icônica cena da escadaria de Odessa – influenciaram gerações de cineastas ao redor do mundo. A produção apresenta uma versão dramatizada de uma rebelião ocorrida em 1905, onde os tripulantes do navio de guerra Potemkin, liderados pelo marinheiro Vakulinchuk (Aleksandr Antonov) se insurgem contra os seus oficiais superiores.

A mostra percorre os caminhos do cinema russo antes e depois da Revolução de 1917, com destaque para obras de teor histórico, documentário e melodramático. Filmes como “O Cisne Moribundo” (1917), “A Dama de Espadas” (1916) e “Mulheres de Riazan” (1927) revelam a diversidade estética e narrativa da produção do período. Já títulos como “Um Homem com uma Câmera” (1929) e “A Queda da Dinastia Romanov” (1927) destacam o vigor experimental e documental da época soviética. Além das sessões, a mostra conta com duas atividades especiais: a abertura, nesta segunda, 18 de agosto, às 16h, com a pesquisadora Erivoneide Barros, que fará uma apresentação sobre a trajetória de Eisenstein; e o encerramento, no dia 22 de agosto, às 16h, com debate conduzido pelas professoras Daniela Mountian e Denise Sales, do Setor de Russo do Instituto de Letras da Ufrgs.

A sessão de abertura será às 16h de hoje com o filme “A Dama de Espadas”, de Iákov Protazánov (1916). Na trama, Hermann, um oficial militar russo com fortuna limitada, fica fascinado ao ouvir a história da Condessa Fedotovna, que ganhou sua fortuna jogando três cartas específicas, cuja identidade ela se recusa a revelar. Às 19h, será exibido o filme “Cisne Moribundo”, de Evguéni Bauer (1917). A entrada é gratuita e aberta ao público. Mais detalhes pelo ufrgs.br/difusaocultural e pelo Instagram @salaredencao.

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