Arte & Agenda

Mostra reflete sobre “estado da água e da alma”

A exposição com obras de Mary Marodin é inaugurada na Gravura Galeria de Arte

Obra da exposição "Estado da água, estado da alma", de Mary Marodin
Obra da exposição "Estado da água, estado da alma", de Mary Marodin Foto : EgÍdio Pandolfo / Divulgação / CP

A artista Mary Marodin apresenta a exposição o “Estado da água, estado da alma”, sob curadoria de Ana Zavadil. A abertura ocorre nesta terça-feira, dia 30, na Gravura Galeria de Arte (rua Corte Real, 647), bairro Petrópolis, das 18h30min às 20h30min.

Os trabalhos de Mary Marodin permeiam diferentes linguagens, como pintura, desenho, arte têxtil, fotografia e instalação. Essa variedade, além de enriquecer a exposição, possibilita que o processo indique o caminhar entre uma e outra linguagem à procura de uma sequência de trabalhos originados a partir de procedimentos singulares. O estado da água passa a ser representado por linhas, manchas, colagens, costuras, cores e por diversos suportes, como tela, tecido, papel; já a alma se refere ao estado de espírito da artista que está em momento de transformação, trazendo a ideia de que a água purifica a alma.

De acordo com Ana Zavadil, essa proposta vai ao encontro do pensamento de Rosalind Krauss, pois ela defende a ideia do deslocamento de uma visão purista para um olhar que incorpora a hibridação, a contaminação e a relação entre linguagens. “A pintura oferece uma amplitude de possibilidades que, ao se juntar a outras linguagens (a partir de incansáveis e inusitadas experimentações), permitiu à artista inventar seu processo criativo misturando-as para criar obras de beleza delicada em que a linha gera diálogos e transições”, diz a curadora.

A visitação poderá ser feita até o dia 26 de agosto de 2024. A galeria funciona de segundas a sextas-feiras, das 9h30min às 18h30min. Aos sábados, das 9h30min às 13h30min.

Mary Marodin cursou Artes Visuais (Licenciatura) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Conforme informa o portfólio da artista, sua produção se recusa a ser compartimentada de forma estanque a pretexto de delimitações de fronteiras do saber, posturas ideológicas ou a restrições de materiais e suporte. Sua arte se desdobra em diversos meios como a pintura, o desenho, a gravura, a encáustica, a fotografia, a instalação e o objeto. Seu interesse é pela não representação e o embate entre o abstrato e o figurativo, tensões que não a aprisionam, mas libertam. Sua arte é voltada para as conexões e afetos que compartilha como mulher e o outro – as alegrias e ansiedades que as rodeiam.

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