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Mostra “Residência Artística Garganta” reúne artistas na CCMQ

Apresentação da mostra final da Garganta acontece nos dias 29 e 30 de julho, às 20h, no Teatro Carlos Carvalho

Apresentação da mostra final da Residência Artística Garganta acontece nos dias 29 e 30 de julho, às 20h, no Teatro Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mário Quintana
Apresentação da mostra final da Residência Artística Garganta acontece nos dias 29 e 30 de julho, às 20h, no Teatro Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mário Quintana Foto : Gabi Lazzarini / Divulgação / CP

Após nove dias de convívio e criação coletiva, dez artistas de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, vão apresentar ao público um espetáculo inédito, gratuito e multidisciplinar. Sem estabelecer fronteiras entre onde começam as artes visuais e a música, a mostra refletirá o processo coletivo dos artistas, que vivenciaram aulas e mentorias em áreas chaves para o fazer artístico. Os residentes usufruíram de capacitação profissional em iluminação, figurino, cenografia, recursos audiovisuais, materiais e carreira artística.

A apresentação da mostra final da Garganta acontece nos dias 29 e 30 de julho (hoje e amanhã), às 20h, no Teatro Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mário Quintana (Andradas, 736). A entrada é gratuita, mediante a retirada de ingresso através do Sympla. O evento tem interpretação de Libras.

O diferencial da Residência Artística Garganta, promovida pelo OCorreLab e Feira Garganta, é o recorte voltado à artistasde gênero, racializados e/ou PCD. Em cada encontro, os residentes receberam uma formação específica relacionada às diferentes linguagens artísticas e suas próprias produções. O grupo foi selecionado através de uma chamada pública, aberta para todo estado, que recebeu 77 inscrições, provenientes de 22 cidades do RS.

A possibilidade de reunir artistas de diferentes territórios, experiências e trajetórias é o que moveu os participantes a se inscreverem no projeto. Rosa Nika, cantora e compositora residente, diz que os encontros são a potência do espetáculo: “O criar é coletivo, ninguém faz nada sozinho. É encontro com o outro que a gente se conhece mais e explora nossas formas de ser.” Além de Rosa, participam do grupo Patrícia Nardelli, Biba Manicongo, Jonathan Pach, Dora, Lai Borges, Rosa Nika, Florence, Gabriel Faryas, Jamille Marin e Thiago Madruga.

A multiartista senegalesa, radicada em Pelotas, Biba Maniconga conta que a experiência de criar em grupo transforma o trabalho de qualquer artista. “Eu acredito na força do quilombo como esse lugar potente de criação, atualização e manutenção das tradições de uma forma coletiva”, define. A expectativa é que o espetáculo revele ao público a fusão dos trabalhos individuais e sincrônicos entre os artistas. O espetáculo tem orientação artística de Nina Fola, artista, socióloga, percussionista e cantora.

Durante as oficinas, os artistas reuniram referências visuais e sonoras, criaram mapas mentais, escreveram sobre seus próprios processos e projetos artísticos. “A convivência cria um vínculo, um lugar seguro para compartilhar ideias”, define Mitti Mendonça, cocuradora e produtora do projeto.

Wagner Mello, também curador, destaca a potência coletiva que subirá ao palco. “É um grupo muito diverso em todos os aspectos: territórios, pesquisas artísticas, escolhas. Com todas as diferenças, eles já chegaram completamente afinados, sensíveis e talentosos”, define. A produção e curadoria do projeto é assinada por Bruno dos Anjos, Mitti Mendonça e Wagner Mello.

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