Arte & Agenda

Mostras em Porto Alegre exibem diálogos entre arte e natureza

“Aplomb II” reúne Hugo França e Tom Fecht na Galeria Bolsa de Arte e “Alerta Vermelho”, de André Petry, abre no Centro Cultural da Ufrgs nesta quinta-feira

"Chaise Aguaniranga" é uma das esculturas monumentais em madeira de Hugo França que está na mostra "Aplomb II", que abre nesta quinta, 28 de agosto, na Galeria Bolsa de Arte
"Chaise Aguaniranga" é uma das esculturas monumentais em madeira de Hugo França que está na mostra "Aplomb II", que abre nesta quinta, 28 de agosto, na Galeria Bolsa de Arte Foto : André Godoy / Divulgação / CP

Após seis anos da primeira colaboração na exposição “Aplomb”, realizada em 2019, em São Paulo, os artistas Hugo França (Brasil) e Tom Fecht (Alemanha) se reencontram para apresentar “Aplomb II” — agora em edição inédita no Rio Grande do Sul. A mostra traz à Galeria Bolsa de Arte (Visconde do Rio Branco, 365) obras inéditas e desafiadoras de ambos, aprofundando o diálogo entre arte, natureza e percepção humana.

Entre esculturas monumentais de madeira criadas por Hugo França e as instigantes fotografias de fenômenos naturais capturadas por Tom Fecht, a exposição convida o visitante a confrontar sua própria finitude diante das forças e escalas da natureza. “Aplomb II” une poesia e ciência em uma experiência sensorial que transcende o espaço expositivo, evocando reflexão, encantamento e respeito pela vastidão natural que nos rodeia. A abertura será hoje, das 17h às 21h, e terá lançamento do livro “Hugo França” (FGV). Visitação até 11 de outubro.

Hoje, 18h, o Centro Cultural da Ufrgs (Eng. Luiz Englert, 333) inaugura na Sala Nogueira a exposição “Alerta vermelho”, de André Petry, com desenhos, objetos, instalações e vestíveis feitos a partir de materiais plásticos reaproveitados, como tampas de garrafas e tecidos de guarda-chuvas.

Arquiteto de formação, André Petry explora, desde 1985, diferentes técnicas de representação artística, como fibra de vidro, computação gráfica, xerox, fotografia, meios eletrônicos e têxteis. Na exposição, o artista volta a atenção para a superprodução de mercadorias e o destino dos materiais plásticos, de difícil descarte e decomposição. Para os curadores Bianca Knaak e Marco Aurélio Biermann Pinto, o trabalho “é, ao mesmo tempo, um exercício plástico sofisticado, uma proposta artística aberta, por vezes bem humorada, lúdica, para o uso ressignificado do descarte coletivo e uma proposta de prolongamento sustentável da vida útil: das coisas, das pessoas, da sociedade e do planeta. Visitação até o dia 24 de outubro.

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta sexta-feira, dia 7 de agosto de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio