“O MPB4 também gravou essa música, vejam como a gente sempre dá uma forçinha para o Chico”, brincou Aquiles, um dos integrantes do grupo. Depois, uma seqüência de Toquinho, passando pela participação de Nei Lisboa, que levou “Bom Futuro” e “Pra te Lembrar”.
Em outro momento gauchesco, o MPB4 apresentou uma adaptação de um texto de Luis Fernando Verissimo sobre as ressacas - com ele presente na platéia. “Preciso dizer que amo Porto Alegre”, desabafou Magro Waghabi, durante o show. “Desde 1965 sempre viemos aqui. No início, uma, duas, três vezes por mês, diferente destes mega shows de um dia só em muitas cidades. Temos uma ligação sentimental de muitos amigos, e especiais parcerias musicais aqui, como com Geraldo Flack, Kleiton e Kledir e Raul Ellwanger”, disse.
Depois de embalado por mágicos boleros, o público aplaudiu “Cálice” nos primeiros acordes, como agradecimento pela canção que rapidamente traz à tona as dores da ditadura guardadas por boa parte da geração na platéia. Já pelo final do show, giraram “Roda Viva”, de Chico Buarque, e “Vira Virou”, Kleiton e Kledir. No bis, nada de sair do palco e esperar o chamado do público. “A gente tem uma reservada para o final e se não a cantamos, nos decepcionamos”, contou Aquiles. Veio “O que é o Que é”, de Gonzaguinha, e as cortinas se fecham antes de os músicos deixarem o palco.
Nele, sentadinhos do início ao final do show, estavam Dalmo (voz e percussão), Miltinho (voz e violão), Aquiles (voz e percussão) e Magro Waghabi (diretor musical, arranjador, teclado e percussão), vestidos de cores claras - branco ou creme. Aos fundos, a banda, formada pelos filhos: Pedro Reis (violão, guitarra e bandolim), filho de Aquiles; João Faria (contrabaixo), filho do Ruy Faria; e Marcos Feijão (bateria e percussão), filho de Miltinho, vestidos de preto.