O material exposto foi recolhido através de um coletivo chamado Guerreiras Project, que fez fotos das atletas da seleção brasileira e de times profissionais e de várzea. O projeto usa o futebol como ferramenta para revelar, analisar e combater preconceitos de gênero e faz isso através da criação de espaços nos quais se pode discutir os temas em encontros agendados. Além de fotos, a exposição tem chuteiras autografadas, camisetas e até um álbum de figurinhas da Copa do Mundo de Futebol Feminino.
A ideia da exposição também permitiu a criação de outros projetos, como o Curso de Árbitras e Mesárias de Futebol para Mulheres, Curso de Formação de Lideranças de Jogadoras, que acontece em São Paulo, e um Seminário Estadual "Gestão e Ética no Futebol Feminino", entre outros eventos. A Exposição fica na Usina até o dia 13 de julho.
Liga Canela Preta
Juntamente com a exposição ‘‘Futebol e Mulher no País da Copa 2014’’, a Liga da Canela Preta também exibe o seu material, com fotos que contam a história da união de entidades participantes. Formada no fim da década de 1910 por um grupo de negros, que eram impedidos de jogar nos times dos brancos, a liga fez a resistência contra o racismo no futebol porto-alegrense.
Além desse movimento, o grupo formou times que se destacaram até a década de 30. Primavera, Bento Gonçalves, União, Primeiro de Novembro, Rio-Grandense, 8 de Setembro, Aquidabã e Venezianos foram alguns dos times da Liga da Canela Preta.