"A Casa de Anne Frank lamenta profundamente que as duas organizações tenham se enfrentado nos tribunais", disse o diretor da instituição, Ronald Leopold. "Esperamos que esta sentença deixe para trás o passado e que possam manter a cooperação e o diálogo pelo legado e o espírito de Anne Frank," acrescentou.
O museu de Amsterdã indicou que não questiona a propriedade dos arquivos, mas explicou que não os havia devolvido porque os mantinha em empréstimo de longo prazo. "Não esperávamos outra coisa, a situação era clara. A propriedade era clara, a lei internacional também", disse à AFP Yves Kugelmann, membro do conselho de administração do Anne Frank Fonds Basel.
O "Diário de Anne Frank", no qual a jovem conta como passou parte de sua vida escondida em uma casa em Amsterdã com sua família durante a ocupação nazista da Holanda, é um dos livros mais lidos no mundo. Frank morreu em 1945, quando tinha 15 anos, no campo de concentração de Bergen-Belsen, norte da Alemanha.