"Entendemos que este é o primeiro caso do tipo na Austrália", disse o museu em um comunicado publicado na internet esta semana. De acordo com o Comitê de Restituição Holandês, que analisa os pedidos de restituição, Richard Semmel precisou vender sua coleção para escapar da perseguição nazista aos judeus.
Quando o Museu de Melbourne comprou a pintura em 1940 esta já havia mudado de mãos várias vezes. Após as dúvidas suscitadas entre os especialistas, em 2006 o Van Gogh Museum de Amsterdã concluiu que o trabalho não era do famoso artista, mas que poderia pertencer a alguém que trabalhou na mesma época em que Van Gogh. "A atribuição da obra não influenciou a decisão da NGV de devolvê-la", disse o museu, que a considerada uma questão "moral" . A galeria aguarda a resposta dos herdeiros de Semmel, que estariam vivendo na África do Sul.