A exposição propõe alargar relações entre a paisagem e seu significante imediato, a natureza, e é idealizada em torno de obras que colocam questões sobre a percepção, o meio ambiente, o lugar e as práticas da arte. Segundo os organizadores, nas obras apresentadas, as relações entre paisagem e natureza não se definem sempre da mesma maneira. “Pelo contrário”, avisam, “as relações são esgarçadas ao ponto em que a operação que se cumpre nessa equação de relação entre paisagem e natureza possa alcançar o sujeito e a cultura”. O tratamento dispensado pelos artistas ao tratar a paisagem busca expandir o conjunto de referências no qual a mente opera. Os procedimentos adotados pelos artistas se consolidam nas relações entre a construção e a desconstrução, entre montagem e desmontagem, assumindo as fraturas impostas pelos dois atos - de fazer e desfazer - para compor novas totalidades suscetíveis de provocar espaçamentos simbólicos na percepção do real. As obras, portanto, abordam a paisagem de maneira aberta, alargando modos de fazer por meio de desconstruções operatórias, simbólicas e metafóricas.
A instituição também está trabalhando para inaugurar sua nova sede em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRS), no antigo prédio da Mesbla, no centro de Porto Alegre. Outra conquista da instituição é a recente aquisição de 21 obras de três gerações consagradas, dentro do projeto MAC 21 - Prêmio Marcantonio Vilaça. Segundo o diretor do MACRS, André Venzon, o que está acontecendo é inédito na arte contemporânea do Estado. “Pela primeira vez, por meio de edital, compramos obras de arte para o acervo do Museu. Teremos alguns dos nomes mais importantes para fechar o arco histórico da arte contemporânea existente dos anos 60 até agora”, diz ele.