O Museu de Arte do Paço abre três novas exposições a partir desta terça-feira, dia 17, com mostras que abordam diferentes perspectivas da arte contemporânea e da memória da cidade. As exposições ocupam o prédio histórico do Paço Municipal (Praça Montevideo, 10).
Uma das estreias é “Ou, o Silêncio”, que reúne obras inéditas do artista Bruno Borne e do duo Ío, formado por Laura Cattani e Munir Klamt. A mostra apresenta trabalhos em diferentes linguagens propondo uma reflexão sobre o vazio como um espaço ativo de criação, transformação e pensamento.
Com texto crítico da pesquisadora Michiko Okano, da Universidade de São Paulo, a exposição parte do conceito japonês “MA”, entendido como intervalo ou espaço relacional, para discutir questões contemporâneas como as mudanças na percepção do tempo, as tensões entre tecnologia e experiência humana e os dilemas éticos ligados à permanência digital após a morte. A visitação pode ser realizada até o dia 15 de maio.
Às 18h, será inaugurada na Sala da Fonte a exposição “Magliani, Renato Rosa, Nós 80”, que revisita o encontro e a trajetória de Maria Lídia Magliani e Renato Rosa. A mostra celebra a amizade entre os dois artistas, que compartilharam juventude e inquietações durante a efervescência cultural de Porto Alegre nos anos 1960. A visitação segue até o dia 24 de abril.
A terceira mostra é uma exposição fotográfica coletiva sobre Porto Alegre, com curadoria assinada por Denise Giacomoni, em cartaz até o dia 15 de maio na Sala Leste. Reunindo mais de 30 fotógrafos residentes na cidade, a exposição apresenta um mosaico de olhares sobre a capital gaúcha. A proposta é observar Porto Alegre a partir do cotidiano, registrando cenas, personagens e espaços que muitas vezes passam despercebidos.
Inspirada na ideia de olhar para a própria cidade com “olhos de viajante”, a exposição propõe um exercício de redescoberta do familiar, ressaltando como diferentes percepções podem revelar novas camadas da paisagem urbana. O título da mostra dialoga com a expressão latina “tempus fugit”, que remete à brevidade dos momentos e à natureza efêmera da fotografia capaz de capturar instantes únicos e irrepetíveis.