Com curadoria de Renato Rosa, a exposição de Henrique Fuhro tem caráter panorâmico. A intenção é mostrar uma parte representativa da obra do artista e, com isso, ser o mais abrangente possível. "A exposição resulta numa espécie de mapeamento de sua trajetória e para isso muito contribui a seleção de estudos, catálogo, entrevistas e depoimentos de seus contemporâneos", relata o curador, destacando a seleção das obras. Ele diz ainda que uma das preocupações da montagem foi reunir o maior número possível de xilogravuras do artista e, assim, recompor a totalidade da obra gravada de Fuhro, já que as matrizes não existem mais.
A exposição mostra Henrique Fuhro como um artista que evoluiu dentro de uma linguagem que ele mesmo criou. Um dos destaques da mostra é uma pintura inacabada do artista, que foi seu último trabalho. Dentro desse universo de técnicas, nas quais Fuhro desenvolveu sua obra, a mulher surge como foco principal, ou pela beleza idealizada ou como objeto de consumo.
O artista
Henrique Fuhro foi um artista completo - pintor, desenhista e gravador - com participação destacada na delegação brasileira em diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo, Salão Nacional de Arte Moderna, constituindo-se em um dos mais importantes gravadores de sua geração. Sua obra foi amplamente analisada pela crítica brasileira profissional.
O artista nasceu em Rio Grande em 1938 e passou parte de sua infância em Niterói, Rio de Janeiro. Porém, a vida adulta e até sua morte viveu em Porto Alegre, a cidade que escolheu para desenvolver sua obra e constituir família. Henrique Fuhro pertence a uma geração empenhada na busca de uma linguagem de contestação, com acento nacional, influenciada pela pop art. O artista faleceu em Porto Alegre, em 2006.