Arte & Agenda

"Museu do Amanhã" projeta como será o futuro do planeta

Espaço inaugurado no Rio recebeu mais de 25 mil visitantes em seu primeiro final de semana

Espaços expositivos ressaltam desafios para a humanidade
Espaços expositivos ressaltam desafios para a humanidade Foto : Divulgação / CP
Abriu ao público no último dia 19 de dezembro o "Museu do Amanhã", na Praça Mauá, no Rio de Janeiro. No final de semana de inauguração, ficou aberto por 32 horas seguidas, com várias atrações, recebendo mais de 25 mil visitantes.

O novo museu de ciências explora possibilidades de futuro sob a ótica da sustentabilidade e da convivência; se dedica a explorar, pensar e projetar as possibilidades de construção no futuro. Norteado por perguntas que acompanham desde sempre a humanidade: de onde viemos? Quem somos? Onde estamos? Para onde vamos? Como iremos ir? Apoia-se em um conceito fundamental: o amanhã não é uma data no calendário, não é um destino final; ele é uma construção que começa hoje, agora.  

O museu examina o passado, apresenta tendências do presente e explora cenários possíveis para os próximos 50 anos, a partir das perspectivas da sustentabilidade e da convivência. O visitante é estimulado a refletir sobre a era do Antropoceno — era geológica em que vivemos hoje, o momento em que o homem se tornou uma força planetária com impacto capaz de alterar o clima, degradar biomas e interferir em ecossistemas — e a se perceber como parte da ação e da transformação.

Um dos protagonistas do reencontro do Rio de Janeiro com a Baía de Guanabara, possível com a demolição do Elevado da Perimetral, e da “reapropriação” da região portuária como espaço de convivência, o "Museu do Amanhã" tem projeto do espanhol Santiago Calatrava. O edifício de formas orgânicas e arquitetura sustentável ocupa 15 mil metros quadrados, numa área total de 34,6 mil metros quadrados. O acervo, imaterial, está dividido em cinco grandes áreas.

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