Quando o governo do Rio Grande do Sul celebra o Biênio Simões Lopes Neto, “Zaoris” estreia neste sábado, na Redenção, em frente ao Monumento ao Expedicionário, às 16h e 18h (com bate-papo sobre o processo de criação). Adriane Mottola assina a direção cênica, e Fernando Keiber, a musical, do espetáculo que mergulha na obra do autor, fonte de inspiração de nove canções. A apresentação tange narrativas simonianas, transmitidas pela oralidade, no qual várias vozes representam o estereótipo do contador de causos Blau Nunes. Intercalando texto e canção, a peça relê o gaúcho dos séculos XIX e XX, mostrando a contemporaneidade e simbolizando os valores que sobrevivem ao tempo.
As canções foram criadas a partir das lendas “O Anguera”, “Zaoris”, “A Mãe do Ouro”, “A Salamanca do Jarau”, “A Casa de M’Bororé, “M’Boitatá” e “A Uiara”; e dos contos “Trezentas Onças”e “No Manantial”. No elenco estão os atores Paulo Roberto Farias, Mariana Rosa, Danuta Zaghetto e Rodrigo Mello, além dos músicos Fernando Keiber, Titeu Moraes, Paulo Liska, Duda Cunha, Rafael Pavão e Matheus Kleber. A temporada segue até junho, no total de 12 sessões.
A próxima apresentação será no dia 1º de maio, no estacionamento da Usina do Gasômetro, às 16h e 18h.
Considerado por estudiosos e críticos como o maior autor regionalista do RS, Simões Lopes Neto buscou, em sua literatura, valorizar a história do gaúcho e suas tradições. Suas obras “Cancioneiro Guasca” (1910), “Contos Gauchescos” (1912), “Lendas do Sul” (1913) e “Casos de Romualdo” (1914) têm sido estudadas e debatidas por acadêmicos e universidades, dentro e fora do Brasil.
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