Arte & Agenda

Não há previsão para reabertura do Theatro Sete de Abril, em Pelotas

O anúncio foi feito pelo prefeito Fernando Marroni após a realização de visita técnica ao local

A prefeitura  projeta que sejam necessários R$ 5 milhões para a reabertura do teatro
A prefeitura projeta que sejam necessários R$ 5 milhões para a reabertura do teatro Foto : Angélica Silveira/ Especial CP

O prefeito de Pelotas, Fernando Marroni, a vice-prefeita Daniela Brizolara, a secretária municipal de Cultura, Carmen Vera Roig e uma equipe da pasta que trabalha com o patrimônio edificado material e imaterial realizaram uma visita técnica ao Theatro Sete de Abril na manhã desta quarta-feira. O objetivo foi conferir a situação do prédio, que está em processo de restauro há mais de uma década. Ele foi fechado em 2010 sob risco de desabamento e está em obras desde 2013.

“Fizemos um diagnóstico para saber o que precisamos para colocar o Theatro em funcionamento. Vamos ter que elaborar processos de licitação e dar conclusão a outros que estão em andamento”, relatou Carmen. Ela confirmou que ainda falta a complementação na instalação elétrica, acabamentos nos camarotes, equipamentos de climatização, e finalizar o processo da caixa cênica. Além disso, também falta a sonorização, e o plano de prevenção contra incêndio ( PPCI). “Como estava fechado há muito tempo, deverá ser feita uma revisão em todas as obras físicas que foram feitas e na parte de madeira, esquadrias e telhado. Além disso, iremos colocar o fechamento em lajes que estão abertas. São muitos detalhes que estamos fazendo este diagnóstico para priorizar e fazer o mais rápido possível”, garantiu Carmen. Ela justificou que como ainda é necessário a realização de licitações, por isso não há como estimar um tempo para a abertura do espaço. “Como temos os processos licitatórios e são vários recursos de várias fontes que estamos tratando, então temos que otimizar. Não temos prazo para terminar. Uma empresa entra com o recurso se perde o que previa para ocorrer normalmente”, justifica.

A secretária garante que o término da reforma é uma prioridade para o governo. “Temos que ir atrás de recursos e estamos imbuídos em fazer este trabalho afinados com a Procuradoria Geral do Município, a Fazenda. Nós três temos que estar sempre agilizados, chegou na nossa mesa tem que ser prioridade”, garante. Para o mês de março está prevista a chegada do mobiliário. Segundo a secretária foi necessário atrasar para limpar o mofo do forro do teatro. “Não vamos colocar poltronas para não ter que ter uma ação anterior. A caixa cênica está na quarta empresa. Em 2024 o Sete de Abril passou fechado então várias patologias apareceram. Além do mofo. maçanetas e portas de madeira empenaram com a umidade.”, lamentou.

O prefeito disse estar triste com a situação que encontrou o local. “ Quando fizemos as vistorias, o diagnóstico pela Secretaria de Cultura, vimos que estamos diante de muitos desafios ”, disse. Ele afirmou que o local não pode funcionar sem a climatização por conta do PPCI, que também não está completo. “A instalação elétrica foi feita pela metade e esta questão de palco, som e iluminação estamos na estaca zero ainda. O que diagnosticamos é que temos um longo período pela frente e que vamos dar total prioridade”, observou . Marroni destaca que o compromisso é de acelerar e dar o máximo de prioridade. “A ideia é que ainda em 2025 se consiga atingir este feito tão importante de colocar este patrimônio novamente a disposição da cidadania e também do impacto que isto tem no turismo e nos eventos da cidade, o que é muito importante para o desenvolvimento econômico e para o projeto de turismo e eventos que nós queremos implantar”, diz. Para ele é inadmissível que o Sete de Abril esteja há mais de 14 anos fechado. “A prefeitura não tem como estimar um prazo para abertura do teatro. O nosso compromisso é acelerar todos os processos e não permitir que nenhum problema administrativo ocorra. O que dependemos é do processo licitatório que não tem como dimensionar o tempo”, admitiu.

Conforme o prefeito há vazamento no telhado, calhas e o palco, a sonorização e a climatização são os grandes desafios, mas há recursos alocados há bastante tempo, “Pouca coisa terá que ter recursos próprios da prefeitura. Na nossa avaliação é que para a conclusão do teatro ainda são necessários R$ 5 milhões entre verbas que temos e que precisamos aportar de recursos próprios ou buscar ", conclui.

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