Caminhando pela avenida Independência, Wrana Panizzi, de 62 anos, mata a saudade do primeiro lugar que conheceu na cidade e onde construiu seus principais laços com a Capital. Em meio às imponentes e charmosas palmeiras do canteiro central, ela se reencontra com o passado, quando fazia o trajeto até a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Há três anos em Brasília, como vice-presidente do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), ela sente falta das esquinas e dos amigos gaúchos.
“Quando me perguntam onde moro, continuo dizendo que moro em Porto Alegre”, conta a pesquisadora e ex-reitora da UFRGS. Nascida em Passo Fundo, Wrana mudou-se para a Capital na década de 60. “Lembro do conjunto de casarões na época, muitos deles ainda preservados, como a Casa Torelly”, cita, lembrando também do antigo Bar Líder, na esquina da Barros Cassal.
Atraída pela cidade grande, Wrana identificou no entorno da Independência o símbolo das raízes da formação da cidade. “Nesse parte da metrópole, houve o encontro de duas sociedades industrializadas, vindas do Norte e Sul do Estado”, disse, demonstrando a paixão pelo planejamento urbano e regional.
Desde então, Wrana sempre morou próximo à Independência, em ruas como Andre Puente e Garibaldi. Mais tarde, mudou-se para as imediações da Praça Júlio de Castilhos, onde também passou a contemplar o caminho em direção à avenida 24 de Outubro. A mesma admiração que ela demonstra pela zona da cidade é expressada por estudantes que a conheceram na universidade. Posando para a foto em frente à antiga caixa d’água da cidade, hoje sede do Dmae, ouviu manifestações de carinho. “É difícil passar uma semana sem encontrar algum aluno, isso é muito gratificante ”, revela Wrana, que apesar de morar em Brasília, não passa um final de semana longe de Porto Alegre.
Na Independência, Wrana construiu laços com a cidade
Vice-presidente do CNPq e ex-reitora da Ufrgs mostra seu lugar preferido na Capital