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Namorado de Sandy é suspeito de fraude de R$ 2 milhões envolvendo plano de saúde

Médico foi processado por uma das principais operadoras do país por “fracionamento de notas fiscais”

Namorado de Sandy é acusado de fraudes em plano de saúde entre 2022 e 2024
Namorado de Sandy é acusado de fraudes em plano de saúde entre 2022 e 2024 Foto : Instagram / Reprodução / CP

O namorado da cantora Sandy, Pedro Gomes de Andrade, foi proibido pela Justiça de São Paulo de fracionar recibos médicos. Ele é médico especializado em nutrologia e proprietário de uma clínica em São Paulo e atende celebridades como Walcyr Carrasco e Francisco Gil.

A ação judicial, que teve início em outubro de 2024, envolve suspeitas sobre a forma como o profissional declarava consultas e procedimentos médicos para fins de reembolso no planos de saúde.

Segundo a operadora, o médico teria adotado o fracionamento de recibos como estratégia para elevar os valores reembolsáveis aos pacientes. A prática é considerada irregular e consiste em dividir um único procedimento ou atendimento em vários recibos menores, com o objetivo de simular múltiplos serviços e, assim, obter reembolsos mais altos. A empresa diz que a suposta fraude teria causado um impacto milionário em seus cofres.

No levantamento realizado pelo processo da empresa, Pedro teria realizado o fracionamento de recibos entre 2022 e 2024. Foram identificadas 6.637 solicitações de reembolso, que somaram cerca de R$ 2,7 milhões, dos quais R$ 2,3 milhões foram efetivamente pagos à clínica do médico.

O plano de saúde considera os números fora do comum pois, há uma repetição de valores, além da emissão de documentos fiscais em datas em que o médico estaria em viagem internacional.

Por meio de uma liminar, a juíza Edna Kyoko Kano, da 18ª Vara Cível de São Paulo, acatou parcialmente o pedido da operadora. Na decisão, determinou que Gomes de Andrade está proibido de continuar emitindo recibos ou notas fiscais com valores fracionados. Caso Pedro contrarie a decisão da Justiça, ele será multado em R$ 5 mil por ocorrência, com um limite total de R$ 200 mil.

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O que diz a defesa

No processo, a defesa do médico nega qualquer irregularidade. Segundo os advogados, os serviços foram devidamente prestados e as notas fiscais emitidas seguiram todos os critérios legais.

A defesa também argumenta que muitos dos atendimentos foram realizados por telemedicina, o que justificaria as datas coincidentes com a ausência física do médico na clínica.

Além disso, os advogados afirmam que os reembolsos são solicitados diretamente pelos próprios pacientes e que a clínica, segundo eles, não obtém lucro direto com essas solicitações.

*As informações são do R7.com

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