Arte & Agenda

Naná Vasconcelos criou sua última obra no leito do hospital

Ainda não há prazo para o lançamento do material

Músico tinha 71 anos e lutava contra um câncer de pulmão
Músico tinha 71 anos e lutava contra um câncer de pulmão Foto : Itamar Crispim / ABr / Divulgação / CP
O percussionista Naná Vasconcelos, que morreu aos 71 anos nesta quarta, deixou uma obra concluída em seus últimos dias de vida, no leito do hospital em que estava internado. O material terá composições e arranjos de Naná, do pianista e violonista Egberto Gismonti e do maestro Gil Jardim.

"Passei os últimos dias de muita tristeza, ao lado de Naná", disse rapidamente Jardim, que, exausto, preferiu não dar mais detalhes. "Estive com ele, anotei várias ideias. Egberto Gismonti também. Temos coisas muito bonitas, que vamos divulgar no momento certo."

• Velório de Naná tem tambor e saia rodando

João Rogério, amigo do percussionista que acompanha os desfechos de seus projetos, também falou sobre a existência do material. "Eles (Gil Jardim e Egberto Gismonti) estiveram aqui (no hospital) e concluíram tudo." Não há prazo para o lançamento do disco. Uma turnê com Egberto por China, Japão e Coreia do Sul estava fechada, com todos os shows vendidos.

Mesmo sabendo que estava doente desde 2015, Naná Vasconcelos não dizia não aos convites que lhe surgiam. Os pernambucanos, que o têm como uma entidade, não deixaram de chamá-lo, sobretudo durante o carnaval. Em fevereiro, foi Naná, em pleno tratamento contra o câncer no pulmão, quem deu a largada às festas dos recifenses.

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta terça-feira, dia 27 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio