Arte & Agenda

“Não me preocupo em perder público”: Bruce Springsteen leva protesto contra Trump aos palcos

Neste sábado, o artista volta à região de Minneapolis para participar de uma manifestação contra o governo do presidente americano

Springsteen disse não ter preocupação com possíveis reações negativas do público diante de suas posições
Springsteen disse não ter preocupação com possíveis reações negativas do público diante de suas posições Foto : YASUYOSHI CHIBA / AFP PHOTO / CP

Bruce Springsteen volta à região de Minneapolis neste sábado, 28, para participar de uma manifestação do movimento “No Kings” (sem reis, em tradução literal), organizada contra o governo do presidente americano Donald Trump.

Durante o evento, o músico deve apresentar “Streets of Minneapolis”, canção escrita em homenagem a Renee Good e Alex Pretti, mortos a tiros por agentes da polícia de imigração americana, o ICE.

A participação acontece dias antes do início da turnê “Land of Hope & Dreams American”, marcada para começar em 31 de março na mesma região. “A turnê será política e muito focada nos assuntos atuais do país”, afirmou Springsteen em entrevista ao Minnesota Star Tribune.

Turnê com posicionamento político

Ao comentar o contexto em que inicia a nova fase de apresentações, Springsteen disse não ter preocupação com possíveis reações negativas do público diante de suas posições.

“Não me preocupo com isso. Meu trabalho é muito simples: faço o que quero, digo o que quero e as pessoas têm o direito de dizer o que quiserem sobre isso”, declarou.

O cantor também reforçou o papel da E Street Band, grupo que o acompanha em turnês e gravações e que foi incluído no Hall da Fama do Rock and Roll em 2014.

“A E Street Band foi feita para tempos difíceis. Sempre foi assim”, disse. “São nesses momentos que acredito que podemos ter valor e importância reais para a comunidade.”

Ato reúne artistas

Além de Bruce Springsteen, o ato do movimento No Kings em Minneapolis também contará com a presença de nomes como Joan Baez, Maggie Rogers e Jane Fonda.

A agenda reforça o posicionamento público do cantor, que tem feito críticas ao governo norte-americano e deve levar esse tom também para os palcos ao longo da nova turnê.

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