Arte & Agenda

Niall Horan no Brasil: cantor reúne fãs no gramado do Parque Ibirapuera, em São Paulo

Ex-One Direction volta ao país para duas apresentações

O cantor também se apesentou na cidade do Rio de Janeiro
O cantor também se apesentou na cidade do Rio de Janeiro Foto : Christian Tierney / Instagram / Reprodução / CP

Laura Copelli*

Com filas que se estendiam ao longo do gramado do Parque Ibirapuera, em São Paulo, fãs aguardavam desde a abertura dos portões do parque, às 5h da manhã, pelo show que veio a acontecer apenas às 20h do sábado, dia 28 de setembro. Após seis anos de sua última passagem pelo Brasil, Niall Horan, ex-integrante da boyband inglesa One Direction, voltou ao país para duas apresentações. Na capital paulista, o cantor apresentou sua maior turnê solo até então: “The Show Live On Tour”, em referência ao seu terceiro álbum de estúdio, lançado em 2023.

No palco, montado na estrutura externa do auditório projetado por Oscar Niemeyer, o cantor provocou inquietação para aqueles que por cima dos tapumes observaram a passagem de som do evento logo após ao meio-dia de sábado. Com a abertura dos portões para acomodação do público, a disputa por um lugar próximo a grade de separação do palco foi acirrada.

Ana Clara, de 18 anos, residente de Jundiaí, em São Paulo, foi uma das ansiosas espectadoras que chegaram cedo para ver de perto o artista que acompanha desde a infância. “Me senti realizada, acompanho desde os meus 4 anos e ver ele assim me deixou realizada”, comentou a estudante após o espetáculo.

Ana Clara contou com a companhia da amiga Ana Beatriz para ver o show | Foto: Arquivo Pessoal

Com show de abertura anunciado apenas dois dias antes do evento, a brasileira Clarissa fez uma rápida apresentação com seis músicas de seu repertório próprio que levantou a multidão apenas no fim, ao som de “nada contra (ciúme)”, canção que se tornou viral em 2021 por uso do aplicativo Tiktok.

Pontualmente no horário marcado, o ex-One Direction subiu ao palco seguindo uma setlist já conhecida pelos seguidores assíduos. Com as canções “Nice to Meet Ya” e “Small Talk”, Niall iniciou a noite que seguiu com músicas de seus três trabalhos solo “Flicker” (2018), “Heartbreak Weather” (2020) e “The Show” (2023), o último com maior número de faixas apresentadas no evento. O artista, natural de Mullingar, na Irlanda, já havia se apresentado no Brasil em 2014, com a banda One Direction, e em 2018, em turnê de seu primeiro álbum individual.

Acompanhado de um coro fiel e em alto volume da plateia, Horan apresentou uma sequência de músicas de maneira acústica em meio a pequena passarela montada no gramado do parque paulista. Entre as escolhidas, a aclamada “Flicker”, canção rotativa do setlist da tour, foi a única seguida de silêncio, como projeto de costume dos fãs-clubes, apenas cantando a frase “please don’t leave” (“por favor não vá”, em português). O momento também contou com as canções “This Town” e “You Could Start A Cult”.

Para a historiadora Eduarda da Rosa, de 22 anos, ouvir canções da banda que consagrou o artista foi um dos pontos altos da noite: “Stockholm Syndrome” foi a escolhida para a apresentação de número 82 de The Show Live On Tour. “Me surpreendi muito com a forma de lidar com o público, é uma pessoa extremamente carismática, conversou o tempo todo”, conta a jovem que saiu de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, para ver de perto o ídolo de que é fã desde 2011.

Eduarda viajou do Rio Grande do Sul para ver o ídolo de perto | Foto: Arquivo Pessoal

Durante toda a noite o músico interagiu com os presentes - em sua maioria do público feminino que utilizava os característicos laços de cabelo que representam o fã-clube de Niall - e deixou claro sua felicidade por retornar ao país depois de seis anos: “Eu amo esse país, como vocês são apaixonados [...]. Faz seis anos desde que eu estive aqui. Temos que compensar pelas memórias perdidas”. O cantor, de 31 anos, também agradeceu pelos projetos organizados pela plateia. Além do silêncio na faixa “Flicker”, a multidão levantou placas com a frase “I’ll be there” durante “Meltdown” e acenderam suas lanternas com a cor laranja e após em movimentos sincronizados em “The Show” e “Heaven” respectivamente.

Apesar da alegria contagiante passada por Niall e a sua banda fixa, composta por Jake Curran (guitarra), John Bird (baixo), Louis Querelle (teclado), Alex Torjussen (bateria), Dani McGinley (sintetizador) e Emily Kohavi (violino), a escolha de local para a realização do espetáculo foi motivo de questionamento e algumas decepções da plateia. Por conta do espaço em meio às árvores e a céu aberto, o cenário com uma longa cortina, utilizado em todos os shows até então, não estava presente. A distância entre os setores do espaço também causou frustração em fãs que não puderam acompanhar o artista sem o auxílio dos telões laterais.

Eduarda acrescenta que, assim como as amigas que a acompanharam no show, voltou para casa sem os produtos oficiais do cantor: “cheguei lá e não tinha mais nada, tudo que havia sobrado estava sendo vendido por um valor muito alto”. Os produtos foram comercializados com valores de R$ 50 até R$ 400.

O artista se despediu do público após 1h30min de apresentação seguida do início ao fim por seu fiel coro de fãs. Retornou ao palco para encerrar a noite com as populares “Slow Hands”, que alcançou a marca de 1 bilhão de streamings na plataforma Spotify na semana do evento em solo paulista, e “Heartbreak Weather”, canção que dá título a seu segundo álbum. Niall Horan realizou ainda um segundo show no Brasil, no Rio de Janeiro.

*Supervisão de Luiz Gonzaga Lopes

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta segunda-feira, dia 19 de janeiro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio