Vinte anos depois do lançamento show “Acústico Rock Vol. 1”, Alemão levantou quem foi ao Teatro Simões Lopes Neto, na noite deste domingo, com a gravação do Acústico Rock volume 2. Com quase 50 anos de carreira, o que não faltou foram sucessos, sejam da carreira solo ou dos tempos das bandas Bandaliera e Taranatiriça. O show começou com "De Cara" e "Frente a Frente". O espetáculo seguiu com o clássico “Bye Flowers” e com uma releitura da música “Divide” do músico, Marcelo Mirra.
Depois veio uma homenagem a Fughetti Luz. "Essa música veio de uma época que a gente eu não tava legal, e um dia eu fui na casa do “Fuga”, era como a gente chamava ele, e ele chegou pra mim e mostrou uma música que fez pra mim. Estou todo arrepiado, e ele fez essa música que eu nunca cantei ao vivo, essa música que se chama ‘Força Interior’. Ele nos deixou há um tempo atrás, mas ele tá aqui com a gente hoje", disse, emocionado. Após a música, Alemão se manifestou novamente "Estou muito emocionado e muito feliz de estar aqui nesse palco”.
Foi com essa irreverência que o seguiu e foram entoados alguns sucessos do primeiro “Acústico Rock”, lançado em 2005, como “A Sombra do Teu Amor”, essa entoada com auxílio do coro da plateia e “A despedida”, que teve a participação do músico Diego Dias, da banda Vera Loca, e do filho do próprio Alemão, o baterista Bruno Suman.
O que estava ótimo melhorou mais ainda com a participação de Rafael Malenotti, vocalista da banda Acústicos e Valvulados. Com Rafa, foram duas músicas. A primeira foi a balada Chapéu de Sonhos. “Vinte anos depois a gente gravando de novo. Esse cara é demais”, expressou Malenotti, em relação ao veterano músico. "A gente se conheceu em 1993 e como ele disse, a gente nunca mais se desgrudou", completou Alemão.
A segunda música com os dois juntos foi a clássica "Nosso lado Animal", outra do lendário Fughetti Luz. Nessa a plateia ficou de pé. Na sequência, foi tocada a romântica "Se você ficasse um pouco mais", que Alemão dedicou a memória da mãe. Logo após, veio a hora de homenagear o pai, com uma música inédita, feita durante a pandemia: a música "Natural", expressão que o pai usava bastante. "Vou chorar muito no camarim", comentou Alemão após a canção. A essa altura a emoção já havia transbordado o teatro.
Com um Alemão empolgado e interagindo com a plateia, citando o nome das cidades do público e contando histórias, o show seguiu para a reta final com muita alegria e descontração. "Quero cantar uma música do meu amigo Roberto Frejat, chamada Dois Lados", anunciou. A cereja do bolo, ou melhor, do show, veio com a participação de Duca Leidencker, que começou a carreira musical com Alemão Ronaldo, ainda no começo dos anos 1990, antes de estourar com a Cidadão Quem. Não houve quem não cantou e se emocionou com "Pinhal". " O Duca tocou na Bandaliera de 1986 a 1992. Ele era o único que usava aparelho nos dentes", brincou Alemão . Depois os dois ainda cantaram "Deixe rolar", também do Fughetti.
A derradeira parte deste show histórico registrado para um novo disco veio com “Me leva pra casa”, mas bastou que ele terminasse a música pra começar o “mais um" do público. "Vocês merecem que eu fique aqui até a meia-noite", retrucou Alemão, e cima do palco. Logo depois a banda voltoupara encerrar o show com a consagrada "Campo Minado". Malenotti, Duca e os outros convidados também retornaram para, como o mesmo Alemão gosta de cantar, “detonar o Rock n Roll” !