O músico, compositor e intérprete gaúcho Marcos Delfino apresentará, com sua banda, o Tributo Secos & Molhados 50 anos nesta quinta-feira, 8, às 21h, no Sgt. Pepper’s Pub (Quintino Bocaiúva, 256), em Porto Alegre. Será um concerto em homenagem ao grupo formado por João Ricardo, Gerson Conrad e Ney Matogrosso, que marcou a história da música nacional nos anos 1970.
Com arranjos fiéis e tons originais, o show passeará pela genialidade, arte, poesia e musicalidade de canções como “O Vira”, “Rosa de Hiroshima”, “Fala” e a transcendental “Sangue Latino”, do disco de estreia homônimo da banda, lançado em agosto de 1973, e “Flores Astrais”, do trabalho seguinte, de 1974. São hits que habitam a memória afetiva do povo brasileiro.
"O show terá cerca de uma hora e meia e o 'disco clássico das cabeças sobre a mesa' será tocado praticamente na íntegra", conta Delfino, músico de Cachoeirinha, com mais de 20 anos de carreira. O cantor já ganhou vários prêmios como melhor intérprete em festivais e foi pré-indicado ao Grammy Latino 2015 com a ex-banda de hard rock, Sigma 7.
O projeto já passou por locais como o Sesc Gravataí e o Bar Ocidente, na Capital, tem o aval de integrantes originais da banda. A página oficial dos Secos & Molhados nas redes – liderada por João Ricardo – postou o vídeo de Delfino interpretando “Sangue Latino”. “João me disse: ‘Você é muito talentoso, a prova está aí’. Tenho a benção do criador do grupo”, vibrou. Gerson Conrad, que também participou da formação clássica, enviou áudio ao músico gaúcho após assistir ao material. “Achei interessante e estou te desejando boa sorte no trabalho. Segue em frente”, disse.
A banda é formada por multi-instrumentistas cancheiros do rock gaúcho e da cena local: Mick Oliveira (guitarra, violões e viola caipira), Lula Oliveira (piano e violão de nylon), Mauro Kupim (contrabaixo e violões), Jackison Duarte (bateria, percussão e castanholas) e Cibel Balsamo (flauta transversal). Não é a primeira homenagem de Marcos Delfino a uma estrela da música brasileira. Durante anos, ele prestou um tributo a Cazuza, reproduzindo a estética, gestual e jeito de cantar do artista carioca morto em 7 de julho de 1990. “A diferença é que, no show atual, me lanço como um intérprete da obra dos Secos, com maquiagem, dentro dos tons originais, mas sou eu ali”, ressalta.
Ingressos podem ser adquiridos pelo site www.sympla.com.br.