Com escadarias que remetem às da Ópera de Paris, uma elaborada representação do zodíaco em seu amplo teto, candelabros e um famoso e multimilionário relógio, a Grand Central ainda tem o poder de encantar seus visitantes.
Incrivelmente, no entanto, o imponente edifício construído pela tradicional família Vanderbilt, inaugurado em 1913, quase foi derrubado para dar lugar a um prédio de escritórios, antes de ser salvo graças à campanha conduzida pela viúva do presidente John F. Kennedy, Jacqueline Kennedy Onassis.
Finalmente, foi preciso que a Suprema Corte dos Estados Unidos emitisse um parecer para assegurar o futuro do prédio. "Não é fácil durar 100 anos em uma cidade em constante mudança", afirmou o prefeito Michael Bloomberg, no início das celebrações da data, esta sexta-feira, no terminal.
Cerca de 750 mil pessoas circulam pela Grand Central diariamente. Em homenagem ao 100º aniversário, comércios e lojas de alimentos cobravam preços de 1913, como 10 cents para engraxar os sapatos, 6 cents por um pedaço de pão de centeio e 5 cents por um café. A atriz Cynthia Nixon, a Miranda do seriado "Sex and the City", participou das comemorações. Para ela, a Grand Central é "um lugar muito especial, cheio de lembranças. Ela é nossa. É parte da nossa vida cotidiana", afirmou.
Com sua aparência glamourosa e a agitação de chegadas e partidas, a Grand Central é a locação perfeita e serviu de cenário para várias produções, das mais contemporâneas, como a série de TV "Gossip Girl", às clássicas como "Intriga Internacional" (1959), de Hitchcock. A musa do cinema Sophia Loren também atuou ali durante as filmagens de "Firepower" (1979).
Originalmente, a Grand Central era o terminal para trens de longa distância, antes de se focar em Nova Iorque e nos subúrbios que se espalham rumo a Connecticut. Este importante ponto de convergência de passageiros que chegam e deixam a cidade ficará ainda mais movimentado em 2019, quando será inaugurado um terminal ferroviário em Long Island.