Quando a jovem Mallu Magalhães nasceu, a veterana Gal Costa já encantava o mundo soltando voz potente e marcante. Nem uma, nem outra poderia imaginar que poesia e sonoridade as uniriam no novo trabalho da cantora baiana. Em “Gal Estratosférica”, encontra-se a marca dos 50 anos de carreira e os 70 anos de idade de uma das maiores cantoras de todos os tempos do Brasil. E o tempo não veio em vão. Tem sido o “tambor de todos os ritmos” e o “compositor de destinos”. Por telefone, Gal revelou ao Caderno de Sábado, a emoção e o desejo envolvidos no projeto.
Caderno de Sábado - O que o novo trabalho vem dizer de você?
Gal- Este trabalho é um reflexo de minha alma. Hoje. Adoro tudo que está ali, e desfruto de cada momento das canções.
CS - E como foi a escolha dos compositores?
Gal - Antes do “Recanto” (disco lançado em 2011), já tinha um olhar desta galera para o meu trabalho. Foi então que entrei em contato com o Kassin e o convidei para produzir este disco. Conversei com o produtor Marcus Preto e ele se encarregou de buscar canções junto a diversos compositores.
CS - Mas imagino que a última palavra foi sua?
Gal - Sem dúvida (risos). O Marcus juntou repertório e escolhi as que eu gravaria. As músicas foram batendo em mim, com a força que o fez “Sem Medo nem Esperança”, que tem uma letra magnífica do Antonio Cícero feita pra mim, que diz exatamente o que estou vivendo neste momento.
CS - E os nomes que surgiram já faziam parte de sua vivência musical?
Gal - Conheço o trabalho de todos eles. Adoro Marcelo Camelo; Marisa Monte me fascinou sempre e mandou sua canção espontaneamente. Mallu (Magalhães) escreveu textos lindos.
CS - Foi então desejo de aproximação de novo público ou de novos nomes e ideias na música brasileira?
Gal - Foi um pouco de tudo isso. Há sim uma busca de uma nova juventude. A musicalidade mudou e eu estou atenta a tudo isso. A poesia também tem novas possibilidades. Todas as cantoras aqui apresentadas também têm algo em comum.
CS - Além dos bônus no CD tem ainda faixas extras na versão digital do álbum. Isso é estar conectada às tecnologias?
Gal - Eu ando completamente conectada. Sou daquelas que está bem envolvida com o Twitter, Instagram e meu gosto grande de navegar. Acredito que é algo que não podemos ignorar no mundo em que vivemos hoje, e quando aprendemos a nos envolver, de forma sábia neste novo mundo, tudo pode ser mais fácil e também delicioso.
Novo disco é um reflexo da minha alma, revela Gal
Cantora falou ao Caderno de Sábado sobre a emoção e o desejo envolvidos em Gal Estratosférica