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Novo disco de Lulu Santos foi feito “ao avesso”

Algumas canções de "Singular" já tinham até sido registradas e editadas

Novo disco de Lulu Santos foi feito “ao avesso”
Novo disco de Lulu Santos foi feito “ao avesso” Foto : Divulgação/EMI
Singular, o 22º álbum de Lulu Santos, foi feito "ao avesso", como o próprio cantor reconhece. A seleção inclui algumas canções que já tinham até sido registradas e editadas, mas foram esquecidas com o tempo. O disco chegou às lojas neste mês.

O primeiro trabalho do artista carioca pela EMI Music foi produzido em parceria com o tecladista Hiroshi Mizutani e reúne canções que o próprio Lulu já entoava em seus shows há quase um ano.

O projeto começou em janeiro deste ano, durante um show no Rio de Janeiro, que já incluía algumas das canções presentes no CD, como Duplo Mortal e Na'Boa. O diretor artístico da EMI, Paulo Junqueiro, propôs o lançamento de um DVD do espetáculo - o que não aconteceu.

As faixas instrumentais no começo e fim do disco (Spydermonkey e Restinga) são as boas surpresas. Leves e solares disfarçam os famosos riffs de guitarra de Lulu. O que se descobre, com a audição, que é uma tendência para o álbum todo.

Mas, para ele, Baby de Babylon - que está na trilha sonora nacional da novela da TV Globo Viver a Vida -, é o grande destaque. Ao gravar a música no meio do ano, Lulu mostrou-a a amigos como o DJ Zé Pedro e Washington Olivetto e avaliou que “a faixa ferveu de não caber em si nem em nós".

O encarte traz um Lulu Santos engravatado, num estilo almofadinha, meio preso. O que já é um prenúncio do que acontece quando se coloca o disco para tocar: o teclado parece abafar os outros instrumentos, provocando reações até engraçadas nas primeiras audições. Tudo se parece um pouco com algo que o próprio artista já produziu, como Fulcio, que é irmã-gêmea de Lua de Mel.

Perguntas traz um constrangedor sample de Bad Girl, de Donna Summer, que resulta num estranho funk melody. E a encomendada Zazueira, que Lulu e seus músicos gravaram quase que por engano para uma homenagem a Wilson Simonal (ele não sabia que se tratava de um show, e não de um álbum) traz uma levada funk eletrônica burocrática. Poderia ser tema de Malhação. Aliás, muitas das faixas entrariam na trilha sonora da novelinha adolescente sem a menor restrição.

Quando Lulu iniciou sua carreira, trouxe novidades deliciosas ao público, espalhadas por obras primas como O Ritmo do Momento e Tudo Azul, dois clássicos do rock brasileiro dos anos 80. Mas se esqueça de adquirir o novo trabalho, caso ainda anseie por um revival daqueles álbuns memoráveis.

As informações são do R7.

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