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Os adolescentes - um menino e quatro meninas (incluindo Emma Watson, conhecida por seu papel como Hermione na saga "Harry Potter") - vivem na opulência com pais permissivos e ausentes, com pouco interesse nos estudos e passam o tempo dissecando as marcas carregadas pelo "povo". A verdadeira gangue, apelidada pela imprensa de "Bling Ring", consultava a agenda das celebridades na internet para roubar suas casas. Chegaram a furtar mais de 3 milhões em joias, roupas e sapatos.
Sofia Coppola desenhou um cenário com diálogos minimalistas, por vezes saborosos, apresentando crianças ricas mimadas e vazias, que agem de acordo com um espírito despreocupado. "Eu amo Chanel", diz a obsessiva líder do grupo Rebecca (Katie Chang), ícone da moda que anda pelas ruas dos belos bairros de Los Angeles ao lado de seus companheiros.
A primeira vítima da gangue é ninguém menos que Paris Hilton, a herdeira milionária que reivindicou o status de "vítima da moda" ao alugar sua casa para as filmagens. Sofia Coppola entra por esta caverna de Ali Babá que é o consumo do luxo, onde a quadrilha faz incursões repetidas (e um pouco repetitivas) pegando a chave reserva debaixo do tapete como em uma série de televisão.
Coleção de sapatos, prateleiras inteiras de óculos de sol, sofás cobertos por bolsas, almofadas e quadros com seu retrato. A verdadeira Paris Hilton também aparece brevemente nos créditos e em uma discoteca onde os adolescentes se reúnem para tirar fotos com seus celulares para suas contas do Facebook.
Antes de passar para o seu grande momento do filme, a prisão, os jovens cheiram cocaína. O roubo de objetos de marca gradualmente se torna um grande passatempo, frenético e, finalmente, caricatural. "Eu quero Chanel, vamos pegar algumas coisas", diz uma adolescente, no mesmo tom que alguém diz que pretende ir à praia.