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Novo "Planeta dos Macacos" estreia na sexta-feira

Técnica de motion capture, de "Avatar", é uma das estrelas na renovação da saga

Novo ´Planeta dos Macacos` estreia na próxima sexta-feira
Novo ´Planeta dos Macacos` estreia na próxima sexta-feira Foto : Divulgação / Fox Film / CP
Reúna o homem que já venceu quatro prêmios Oscar por efeitos especiais; uma equipe competente; uma história sobre humanos, símios, amizade e esperança, e uma saga de ficção científica. Some a isso 94 milhões de dólares em orçamento; 57 dias de filmagens e incontáveis horas para fazer a fusão entre imagens filmadas e outras geradas por computador. Pronto. Você acaba de sentir-se o próprio Ruppert Wyatt que, com a fórmula citada, coloca nas telas a partir desta sexta-feira, "Planeta dos Macacos: a Origem".

Catapultado pelo sucesso do thriller "The Escapist", o diretor britânico renova tecnologicamente e coloca pitadas contemporâneas na história que começou a ser contada em 1968, com o original "Planeta dos Macacos", estrelado por Charlton Heston. O sucesso daquele momento levou a trama para o veículo de comunicação mais flamante à época, a televisão. Nos anos 70 brilharam com os símios dominando o mundo, nas telinhas caseiras. O prazer de ver, mesmo em preto e branco, as peripécias humanas do personagem de Heston, e os sentimentos e as filosofias subjacentes do novo universo símio era impagável.

Hoje, mais de 40 anos depois, a técnica de motion capture, desenvolvida em "Avatar", de James Cameron, é uma das grandes estrelas na renovação da saga dos primatas. Talvez a que mais impacte a geração que não foi exposta ao início da saga nos anos 1970. O longa-metragem traz chimpanzés, gorilas e orangotangos criados a partir de movimentos e expressões faciais de atores humanos, que são gravados digitalmente e então transformados em animação no computador. O "Planeta..." original e a não muito empolgante versão dirigida por Tim Burton, em 2001, apresentavam os macacos que tinham evoluído ao longo dos séculos até se tornarem criaturas pensantes e falantes. Caminhavam com a coluna vertebral ereta, com proporções próximas às do homem. Naquele momento, a saída técnica era filmar atores humanos fantasiados de primatas.

Na trama atual, James Franco (de "127 Horas") é um cientista que pesquisa drogas avançadas para restabelecer conexões neuronais e curar o Mal de Alzheimer. Em casa, tem um pai (John Lithgow), professor de música renomado, que padece da doença. Várias situações levam o personagem de Franco a levar para casa um filhote de chimpanzé, batizado de Caesar. Com ele, o cientista percebe os avanços das drogas pesquisadas e também as consequências nada desejáveis com as quais deverá lidar. A partir daí se desenvolve, mais intensamente, uma história sobre como os homens interagem com o "outro", quem quer que ele seja. Os macacos representam um grupo que é reprimido e se rebela contra os maus-tratos que recebe. Partem em busca da liberdade. E o final do filme deixa claro: eles voltarão.

Assista ao trailer:




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