O novo presidente da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, John Bailey, afirmou em entrevista ao site Hollywood Reporter que continuará com a política de inclusão adotada pela instituição e se mostrou reticente quanto à adoção de cotas para mulheres e minorias. Eu tenho investido pessoalmente na diversidade e na inclusão antes mesmo da questão se tornar famosa. Sim, sou um homem branco e heterossexual de 75 anos de idade. Isso me define, mas não me limita", disse.
Perguntado se o objetivo de duplicar o número de mulheres e minorias até 2020 era realista, o diretor de fotografia disse que "não está realmente a par sobre isso". Mas, ele disse, "há tanto talento inexperiente lá fora, e sempre existem novos talentos chegando on-line. É apenas uma questão de onde consideramos a base de elegibilidade artística. Cada um dos ramos está começando a definir isso para si", analisou. Ele também comentou que os protestos dos útlimos anos, como o #OscarSoWhite, mostram "uma ferida visivelmente aberta" na sociedade norte-americana.
Bailey reconhece que a Academia ainda é formada por uma maioria masculina e branca: 72% e 87% respectivamente. "É uma grande agulha a se mover, e você não pode simplesmente dizer que temos esse objetivo de tal e tal porcentagem. Não é questão de acalmar as pessoas dizendo qual é a meta. Trata-se de envolver a ideia de diversidade e alcançar o máximo que pudermos".
Além de seu trabalho, o presidente da insitutuição é conhecido pela defesa de profissionais estrangeiros na indústria de cinema americana, escrevendo regularmente para um blog em que destaca os bons trabalhos de diretores de fotografia pelo mundo. "É o seu grande amor ao cinema que o destaca", comentou Michael Goi, ex-presidente da Sociedade Americana de Cinematografia.
Novo presidente da Academia promete defender diversidade mas recusa cotas
Em entrevista, John Bailey disse que tem investido na inclusão "antes mesmo da questão se tornar famosa"