Desde o início de junho, a Secretaria da Cultura (Sedac) conta com dois novos diretores: a gestora e produtora cultural Thais Pena, e o diretor artístico e coreógrafo Clóvis Rocha. Conforme anunciado pelo secretário da Cultura, André Kryszczun, durante o evento de reabertura do Teatro Bruno Kiefer, Thais assume o lugar deixado por Adriana Sperandir à frente da Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ). Já Rocha assume a gestão do Instituto Estadual de Artes Cênicas (Ieacen) e do Teatro de Arena.
Thais Oliveira Pena transitou entre os setores público e privado. Foi secretária de Meio Ambiente de Alvorada (RS), onde coordenou o projeto e a execução da obra do Parque Lagoa do Cocão, e secretária de Projetos Especiais, Captação e Inovação de Canoas (RS). Também chefiou a área de eventos e relações públicas do governo do Distrito Federal e o Departamento de Relações Públicas do Ministério da Educação (MEC).
Na iniciativa privada, foi gestora da ONG Missão Criança e de projetos de intervenção de design aplicado ao artesanato junto à instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Fundação Banco do Brasil.
Foi produtora executiva da Mostra Internacional de Design “Safetynest: ninho seguro”, realizada no Centro Cultural dos Correios (Rio de Janeiro/RJ), Sesc Pinheiros (São Paulo/SP) e Sesc Santo André (Santo André/SP), e de exposições de arte nacionais e internacionais, como “Um Mundo Sem Medidas” e “Moradias Transitórias”, realizadas no Museu Nacional em Brasília, e a exposição a céu aberto com fotos gigantes “Brasília Iluminada”, em homenagem ao centenário de Oscar Niemeyer - além da produção do Encontro Nacional dos Povos das Florestas, também na capital federal.
“Essa experiência em Brasília, uma cidade em que arquitetura, arte e espaço público dialogam de maneira singular, reforçou em mim a convicção de que a cultura deve ser vivida e estar disponível para todas as pessoas. Por isso, chegar a um prédio histórico e reconhecido como um dos mais importantes equipamentos culturais do RS é motivo de grande orgulho. E também é uma responsabilidade. Encontro uma Casa viva e conectada com Porto Alegre, espero contribuir para ampliar ainda mais seu diálogo com a sociedade, especialmente por meio das ações socioeducativas”, afirma Thais.
Adriana Sperandir, que conduziu as ações na CCMQ desde agosto de 2025, segue como diretora do Departamento de Artes e Economia Criativa (Daec) da Sedac, do Instituto Estadual de Música (IEM) e da Discoteca Pública Natho Henn (DPNH).
Profissional versátil
Clóvis Rocha é diretor artístico, coreógrafo, produtor cultural, ator, professor e pesquisador das danças populares brasileiras e das artes cênicas. É graduado em Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e atual presidente da Associação Gaúcha de Dança (Asgadan).
É fundador e diretor do Grupo de Danças Populares Andanças, com o qual idealizou e realizou espetáculos, festivais internacionais e projetos culturais. Entre suas principais criações estão os espetáculos "Puchero, Brasileirada – Uma História de Amor" e "Dançando as Brinca". Dirigiu "Revolução Farroupilha – Uma História de Sangue e Metal" e assina "Uma Dança para Morte".
Atuou como coreógrafo em filmes, óperas e montagens teatrais, colaborando com produções como "Netto e o Domador de Cavalos", "Os Senhores da Guerra", "Ópera Boiúna" e "Último Tango em Porto Alegre". Recebeu o Prêmio Açorianos de Dança como Personalidade da Dança em 2013 e diversos reconhecimentos pelo trabalho artístico desenvolvido junto ao Grupo Andanças.
Em sua carreira internacional, representou o Brasil em eventos na América Latina, Europa, Ásia e Estados Unidos, atuando como bailarino, palestrante, professor e diretor artístico. É autor do livro "ABC das Danças Gaúchas de Salão" e participa como avaliador, curador e palestrante em festivais, editais e encontros culturais ligados às artes cênicas.
Sobre o desafio que recebeu do secretário André Kryszczun, Clóvis Rocha afirma que “é uma honra! O Ieacen é um espaço muito necessário de interlocução, de escuta e de proposição de políticas públicas. Já o Arena é um teatro histórico, tão querido e necessário. Para mim, é muito mais do que um prédio, ele se tornou um símbolo e uma inspiração, com seus 59 anos de lutas e histórias”.