Arte & Agenda

"O brasileiro quer assistir a mais séries nacionais", diz executivo da Netflix

Empresa investirá R$ 30 bilhões em conteúdo original

O brasileiro quer assistir a mais séries nacionais, diz executivo da Netflix
O brasileiro quer assistir a mais séries nacionais, diz executivo da Netflix Foto : Netflix / Divulgação / CP
A gigante global Netflix quer ampliar o volume de conteúdo brasileiro em sua plataforma. Segundo o vice-presidente de conteúdos internacionais, Erik Barmack, pelo menos mais três ou quatro séries nacionais devem ser anunciadas pela plataforma global.

É um número relevante pois, até agora, entre projetos já em exibição e a estrear, a Netflix anunciou cinco produções locais - 3%, Coisa Mais Linda, Samantha!, O Mecanismo e Sintonia, de Kondzilla. À medida que a briga com outros serviços se acirra - HBO, Fox e Disney estão investindo mais em streaming -, a Netflix prioriza as produções próprias e reduz os licenciamentos de terceiros.

Só em 2018 a empresa, que tem 125 milhões de usuários no mundo, investirá 8 bilhões de dólares (R$ 30 bilhões) em conteúdo original. A ideia, diz Barmack, é apostar cada vez mais em ideias de apelo global.

Barmack afirmou que a Netflix precisa estar conectada com os usuários de todo mundo porque as boas séries não estão vindo apenas dos Estados Unidos. "Nosso negócio está se tornando mais global e não dá para só 4% ou 5% do conteúdo vir de fora dos Estados Unidos. As boas séries estão vindo de todo lugar, como 3%, do Brasil, ou La Casa de Papel, da Espanha. Precisamos nos conectar a usuários de todo o mundo - o que leva à necessidade de termos direitos globais de distribuição", explicou. 

O executivo prevê o anúncio de mais conteúdos brasileiros até o final de 2018. "Será um número crescente. Já divulgamos o desenvolvimento de 100 projetos na Europa. Até agora, anunciamos cinco séries brasileiras - 3%, Coisa Mais Linda, Samantha!, O Mecanismo e o projeto do Kondzilla (Sintonia). Acho que certamente anunciaremos mais três ou quatro até o fim do ano", disse. 

Barmack comentou que a intenção da empresa é fazer conteúdos capazes de atrair audiência em diferentes países, como por exemplo a série 3%, que já adquiriu fãs na Europa. "Queremos que nossas séries atraiam uma audiência grande em relação ao custo de produção. Em alguns casos, essa audiência relevante pode estar concentrada (em um mercado). É o que acontece com comédias. E há o caso de 3%, uma ficção científica feita no Brasil, que atraiu atenção na Alemanha, na França e nos Estados Unidos. Os fãs de anime estão espalhados pelo mundo - e, por meio de nossa plataforma global, essa audiência pulverizada pode se reunir em torno desse conteúdo", esclareceu. 

Guia de Programação: a grade dos canais da TV aberta desta segunda-feira, dia 19 de outubro de 2026

As informações são repassadas pelas emissoras de televisão e podem sofrer alteração sem aviso prévio