Arte & Agenda

“O Choro dos Deuses” abre programação cultural da Casa do Artista Riograndense

Espetáculo deste sábado faz parte do projeto “Abrindo as portas da Casa do Artista Riograndense - Circuito Metropolitano de Artes”

“O Choro dos Deuses”, do Coletivo Teatro da Crueldade, tem sessão neste sábado, às 15h, na Casa do Artista Riograndense
“O Choro dos Deuses”, do Coletivo Teatro da Crueldade, tem sessão neste sábado, às 15h, na Casa do Artista Riograndense Foto : Fernando Pires / Divulgação / CP

Neste sábado, às 15h, a Casa do Artista Riograndense recebe o espetáculo “O Choro dos Deuses”, do Coletivo Teatro da Crueldade, com entrada franca. Criada no contexto das enchentes no Rio Grande do Sul, a montagem reelabora lutos e promove acolhimento humano diante da crise climática, transformando o mito da jornada do herói em uma narrativa coletiva de divindades que descem ao abismo para compartilhar a dor humana.

Inspirado em mitos guarani, babilônicos e na Serpente Cósmica, o trabalho propõe um ritual contemporâneo sem uso do verbo, apostando na força simbólica e corporal dos atores para expressar perdas, solidariedade e novas formas poéticas de enfrentamento. O Coletivo Teatro da Crueldade nasceu em 1991 como Falos & Stercus e, desde 2016, consolidou-se com seu nome atual, marcado por uma trajetória de experimentação ousada em espaços urbanos e alternativos.

A apresentação integra o projeto “Abrindo as portas da Casa do Artista Riograndense - Circuito Metropolitano de Artes”, que acontece de setembro a dezembro de 2025. Ao todo, serão seis espetáculos nas áreas de teatro, dança, circo e bonecos, além de seis oficinas gratuitas para a formação de artistas, sempre na sede da Casa, localizada na Rua Anchieta, 280, bairro Glória, em Porto Alegre. O cronograma inclui grupos como ART&Dança, De Pernas Pro Ar, TIA, Cia Gente Falante e Circo Bonaldo D’Italia. Ao final das atividades, haverá ainda um bate-papo virtual transmitido pelo Facebook e YouTube da Casa.

O projeto busca estimular a circulação de ideias e a formação artística, promovendo encontros e trocas de conhecimento. Para a Casa do Artista Riograndense, instituição sem fins lucrativos fundada em 1949, a iniciativa reforça seu papel de apoio a artistas em situação de vulnerabilidade e de promoção da cultura local e regional. A Casa oferece moradia e suporte a artistas com mais de 60 anos e mantém atividades culturais voltadas à preservação da identidade artística do Rio Grande do Sul.

As inscrições para as oficinas estão abertas e podem ser feitas pelo formulário.

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