Neste sábado, às 15h, a Casa do Artista Riograndense recebe o espetáculo “O Choro dos Deuses”, do Coletivo Teatro da Crueldade, com entrada franca. Criada no contexto das enchentes no Rio Grande do Sul, a montagem reelabora lutos e promove acolhimento humano diante da crise climática, transformando o mito da jornada do herói em uma narrativa coletiva de divindades que descem ao abismo para compartilhar a dor humana.
Inspirado em mitos guarani, babilônicos e na Serpente Cósmica, o trabalho propõe um ritual contemporâneo sem uso do verbo, apostando na força simbólica e corporal dos atores para expressar perdas, solidariedade e novas formas poéticas de enfrentamento. O Coletivo Teatro da Crueldade nasceu em 1991 como Falos & Stercus e, desde 2016, consolidou-se com seu nome atual, marcado por uma trajetória de experimentação ousada em espaços urbanos e alternativos.
A apresentação integra o projeto “Abrindo as portas da Casa do Artista Riograndense - Circuito Metropolitano de Artes”, que acontece de setembro a dezembro de 2025. Ao todo, serão seis espetáculos nas áreas de teatro, dança, circo e bonecos, além de seis oficinas gratuitas para a formação de artistas, sempre na sede da Casa, localizada na Rua Anchieta, 280, bairro Glória, em Porto Alegre. O cronograma inclui grupos como ART&Dança, De Pernas Pro Ar, TIA, Cia Gente Falante e Circo Bonaldo D’Italia. Ao final das atividades, haverá ainda um bate-papo virtual transmitido pelo Facebook e YouTube da Casa.
O projeto busca estimular a circulação de ideias e a formação artística, promovendo encontros e trocas de conhecimento. Para a Casa do Artista Riograndense, instituição sem fins lucrativos fundada em 1949, a iniciativa reforça seu papel de apoio a artistas em situação de vulnerabilidade e de promoção da cultura local e regional. A Casa oferece moradia e suporte a artistas com mais de 60 anos e mantém atividades culturais voltadas à preservação da identidade artística do Rio Grande do Sul.
As inscrições para as oficinas estão abertas e podem ser feitas pelo formulário.