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"O Despertar da Força" é confuso e megalomaníaco, diz jornal do Vaticano

"L' Osservatore Romano" não poupou críticas ao filme de J. J. Abrams

Novo filme da saga causou frisson entre fãs
Novo filme da saga causou frisson entre fãs Foto : Robyn Beck / AFP / CP
A estreia de "Star Wars: o Despertar da Força" comoveu fãs no mundo inteiro, mas também arrancou críticas ferrenhas. Segundo o jornal semi-oficial do Vaticano, "L' Osservatore Romano", o sétimo episódio da franquia é um filme "confuso", que se limita a "imitar as decisões do passado" e que reflete uma "megalomania conceitual",

O jornalista Emilio Ranzato, responsável pela crítica no periódico, também reprova o fato de que a nova produção está sujeita às "modas do momento e a um público mais acostumado à tela do computador do que a de salas de cinema". 

Se a primeira trilogia era "suficientemente sólida" e se beneficiava de um "potencial icônico, inclusive arquétipo", isto "já não existe" na continuação da epopeia espacial.

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Para o jornalista, a história está perdendo seu "alento épico" e o pior do filme seria a "representação do mal". Ao orquestrar uma competição entre os personagens de Darth Vader e o imperador Palpatine, "querem reforçar demais o lado negro, e o resultado é muito ruim", insiste. Além disso, a referência aos sistemas totalitários existentes é tão "acentuada" que beira o "mau gosto", prossegue.

O jornal da Santa Sé afirma que "O Despertar da Força" não é "convincente" e que "parece mais um reboot do que uma sequência". A publicação não poupa críticas à direção de J. J. Abrams ao dizer que o filme consiste em uma gravação comprometida pelo dinamismo gratuito e pelo abuso dos primeiros planos, o que desgasta gradualmente a força dos personagens e do escopo épico da história.

O aspecto positivo apontado pelo "L'Osservatore" diz respeitos à eficácia das sequência puras e simples de ação.

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