Investindo novamente em personagens "sem noção", como fez anteriormente em "Borat" (2006) e "Bruno" (2009), desta vez Sacha atua como um ditador chamado Aladeen, do fictício país Wadiya, localizado no Norte da África. Esse governante tem um estilo que se insere em uma mistura de Muamar Khadafi e Mahmoud Ahmadinejad. Cheio de caprichos, este chefe manda executar qualquer desafeto. Devido a atentados da oposição, tem um sósia, interpretado pelo mesmo ator, o que mostra mais uma vez o polivalente talento de Sacha como comediante.
Ao ir para os Estados Unidos em uma convenção da Organização das Nações Unidas (ONU), Aladeen sofre um golpe do tio (Ben Kingsley), que coloca o sósia em seu lugar. O ditador tem de se virar pelas ruas de Nova Iorque. É então que ele conhece a ativista de Direitos Humanos Zoey (Anna Faris), por quem surpreendentemente se apaixona.
O humor do filme investe nas diferenças entre os costumes de um país como os EUA e de uma ditadura árabe. Mas Sacha insiste em seu sarcasmo e no politicamente incorreto. As piadas, por vezes, ultrapassam o limite do vulgar, o que, definitivamente, não é para todos os gostos.