Confira abaixo:
Má hora: o veneno da madrugada (1962)
Jornal El Manifiesto, Caracas - 13 de outubro de 1977
Cem anos de solidão (1967)
Toda boa novela é uma adivinhação do mundo. Os críticos têm assumido a grave responsabilidade de decifrá-las. Minha conclusão é que nenhum crítico poderá transmitir aos leitores uma visão real de "Cem anos de solidão" a não ser que renunciem essa carapaça de pontífice e comecem da base, dando-se conta de que essa novela carece completamente de seriedade. Fiz isso concientemente, aborrecido de tantos relatos pedantes, contos provincianos e novelas que não tratam de contar uma história , mas de derrubar um governo. Editorial Azur, Espanha - maio de 1968
O amor nos tempos de cólera (1987)
O personagem de Jeremiah Saint-Amour não é um personagem para nós, mas para o doutor Juvenal Urbano. Existe em função dele e da sua morte. Seis ou sete horas antes de sua morte, era o único que tinha este personagem. Agora este personagem, assim como muitos leitores, deixa um grande desejo de saber algo mais dele, mas sem conclusão. Sua única função na novela é produzir um impacto na vida do doutor, precisamente no dia que vai morrer.
Entrevista na rádio Toledar (Colômbia) - 24 de fevereiro de 1986).
Memórias de minhas putas tristes (2004)
Não estava na programação. Na realidade, provém de um programa anterior quando tinha pensado numa série de relatos em ambientes de prostíbulos desse tipo. Algum tempo atrás havia escrito quatrou ou cinco histórias, mas a única que gostei foi a última e me dei conta que o tema não rendia tanto, de que o que realmente estava buscando era aquilo. Assim, decidir abandonar as primeiras e publicar a última de maneira independente. As pessoas sabem que se publico algo a mais é por valer a pena.
La Vanguardia, Espanha - 29 de janeiro de 2006