Gloria Pires participou na terça, em São Paulo do lançamento de "Nise - O Coração da Loucura". O longa de Roberto Berliner estreia na quinta-feira da próxima semana, em 83 salas de todo o país.
Gloria foi melhor atriz no Festival de Tóquio pelo papel. "O Brasil não participava do festival há 16 anos. Não pude ir ao Japão e tomei um susto quando o Roberto telefonou, pedindo que gravasse um vídeo de agradecimento, só para garantir. O que ele contou sobre a acolhida do filme foi lindo.
Do outro lado do mundo, as pessoas entenderam a luta da doutora Nise da Silveira, que foi pioneira no uso de terapias ocupacionais no tratamento das doenças mentais." Mas Gloria não teve de falar só sobre a personagem que interpreta. O episódio do Oscar a persegue. Ela ironiza, "para alguém que virou meme por não ter opinião, agora estou tendo de expressar minha opinião a toda hora".
Ela reclama do que define como um mal contemporâneo - a necessidade de pertencimento. "Qualquer coisa que alguém fala nas redes sociais ganha uma repercussão enorme. Me surpreende que a imprensa seja pautada pelo twitter, como se não tivesse o que fazer." E esclarece: "havia sido convidada como atriz, não como comentarista, para dar minha opinião sobre o que quisesse. Não me senti habilitada para opinar sobre o Oscar de trilha. Transformaram nessa coisa enorme, como se eu não tivesse opinião."
O Oscar ainda repercute na vida de Gloria Pires
"Qualquer coisa que alguém fala nas redes sociais ganha uma repercussão enorme"