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"O punk rock nunca vai morrer", diz baixista do Anti-Flag

Músico Chris #2 fala em entrevista exclusiva sobre o show de quinta no Opinião e a cena punk

O punk rock nunca vai morrer, diz baixista do Anti-Flag
O punk rock nunca vai morrer, diz baixista do Anti-Flag Foto : Divulgação / Site Oficial Anti-Flag / CP
A quinta-feira será dia de protestar contra o sistema. O punk rock de protesto da banda norte-americana Anti-Flag será a tônica da noite de 24 de março no Opinião (José do Patrocínio, 834). Esse será o primeiro show da banda em Porto Alegre. A apresentação prevista para as 22h inaugura a turnê da banda no Brasil do seu sétimo álbum, "The People or the Gun" (2009), com abertura da banda de hardcore canadense This is a Standoff.

Ingressos com valores entre R$ 50 e R$ 60 podem ser adquiridos nas lojas Trópico dos Shoppings Iguatemi, Praia de Belas, Moinhos, Total, BarraShopping Sul, Bourbon Ipiranga, Canoas Shopping e Bourbon São Leopoldo, com mais informações no site do Opinião. Os demais shows brasileiros serão na sexta-feira, 25, no John Bull Pub, em Curitiba, e no sábado, 26, no Carioca Club, em São Paulo. No dia 27, eles tocam em Buenos Aires, no Teatro Flores.

Formada em 1988, em Pittsburgh, quando Pat Thetic e Justin Sane se uniram para fazer música de protesto contra a guerra e o preconceito, a Anti-Flag já participou da gravação de coletânea contra George W Bush, o "Rock Against Bush Vol. 1" (2004). Em 1997, após turnê do disco "Die for the Government", a banda ganhou a missão de recapturar os ensinamentos da velha escola punk: tocar rápida e intensamente e ser contra tudo que termina com "ismo". O segundo álbum. "Their System Doesn't Work for You", foi lançado em 1998, pelo selo independente próprio, o A-F Records.

Em 2001, a banda se uniu ao lendário produtor de punk Mass Giorgini e lançou o disco "Underground Network", trabalho considerado o rompimento da banda com o hardcore underground e que alçou a banda a lugar privilegiado no mainstream. O álbum continha um libreto com ensaios de historiadores e comentaristas políticos, como Howard Zinn.

A banda é formada por Pat Thetic (bateria e percussão), Chris Head (guitarra rítmica e vocal de apoio), Chris #2 (baixo e vocal de apoio) e Lucy Fester (vocal). Com posicionamentos políticos fortes, o baixista Chris #2 concedeu esta entrevista exclusiva ao Correio do Povo, na qual fala dos erros da política dos Estados Unidos, da cena punk, da expectativa para o show do Opinião e das influências da banda.

Correio do Povo - Como será o show nesta quinta no Opinião, em Porto Alegre?
Chris #2 -
Realmente não temos nenhuma ideia. Estamos tremendamente excitados pela experiência de tocar em um lugar novo para nós e compartilhar as nossas ideais e a nossa música.

CP - O que vocês esperam dos fãs brasileiros e de Porto Alegre?
Chris #2
- Nós queremos que o público venha aos show com as mentes e corações abertos. Que seja um lugar onde possamos todos ser nós mesmos e nos divertirmos.

CP - Minha próxima questão é sobre a cena punk. Você acha que o movimento punk morreu e renasceu ou ele sempre esteve por aí, foi um pouco esquecido pela mídia e está retornando com tudo?
Chris #2 -
O punk rock é algo intangível. Ele não pode e não vai morrer. Alguém sempre estará se esforçando para criar música que fala sobre a real mudança positiva. Música que trata sobre algo que é mais do que dinheiro, ou fãs, ou fama. Aqueles ideais são fundamentos do punk rock.

CP - Vocês são considerados uma das bandas mais engajadas do mundo, como U2 e System of a Down, lutando pelos direitos dos animais, divulgando a cultura vegetariana. Qual a causa atual da banda?
Chris #2 -
A nossa causa atual é pelo fim destas guerras. Somos uma banda que acredita no fim do racismo, do sexismo e da homofobia. Uma banda que acredita na criação da paz.

CP - Quais as influências da banda e o que vocês têm ouvido?
Chris #2 -
The Clash, Billy Bragg, Dead to Me, Strike Anywhere, Bad Religion, Dead Kennedys. São sempre nossas influências. Estamos sempre ouvindo estas bandas.

CP - Vocês são conhecidos por revelarem os preços da Guerra do Iraque no site da banda, além de outros erros da política norte-americana. Qual é o atual erro da política norte-americana em relação ao mundo?
Chris #2 -
O grande erro é o das corporações terem tomado conta do governo dos Estados Unidos. A política americana continua sendo baseada no que é melhor para a globalização e para o lucro final das empresas. E não o que é o melhor para os cidadãos de todo o mundo.

CP - E sobre o Brasil. Vocês sabem algo sobre os problemas que afligem este país sul-americano?
Chris #2 -
Para ser honesto, não somos muito familiarizados com a política sul-americana. Nós sabemos que uma eleição ocorreu recentemente, da nova presidente. Temos vontade de reunir pessoas e discutir os problemas que são importantes para o povo brasileiro.

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