O que te faz sentir em casa? A resposta a essa pergunta é muito individual e pode encontrar diversos caminhos. O escolhido pela arquiteta Bruna Marcon deu origem ao “Universo Particular”, o espaço número 13 do circuito da CasaCor RS 2026, mostra de arquitetura e design que ocorre até 4 de outubro no antigo terminal do Aeroporto Internacional Salgado Filho.
Em sua estreia na exposição, a arquiteta montou um quarto ao seu estilo em um espaço de 68 m².
“A gente dividiu o espaço com a área do banho, a área da leitura, a área da lareira e a parte do quarto mesmo, onde tem a cama. Trouxemos, além das texturas e das cores, algumas coisas que são objetos pessoais de família, algumas recordações. Tem aqui objetos pessoais dos meus avós, dos meus bisavós, algumas coisas minhas também. Eu acho que quando a gente traz algumas coisas nossas, algumas memórias, a gente traz, além de personalidade para o nosso espaço, o sentimento de pertencimento”, afirma.
Alguns objetos se destacam no ambiente, como o mármore, os tijolos de vidro, livros e fotografias antigas da família de Bruna, além de quadros, poltronas, tapetes e um espelho móvel de corpo inteiro.
“Até um tempo atrás, as casas estavam meio frias. Aquela coisa impessoal, que qualquer pessoa habitava. E hoje já tem um apelo maior para isso, para ter coisas nossas, que façam a gente se sentir confortável. Às vezes é uma iluminação. Se eu gosto de plantas, então tenho plantas. Se eu gosto de quadros, tenho quadros. Se gosto de cor, tenho cor. Sem medo de expor isso”, avalia.
Um dos objetos que mais chamam atenção é uma banheira instalada dentro do quarto, em frente ao closet.
“É um conforto que a gente traz para dentro da nossa casa. Ter uma banheira no próprio quarto, em vez de estar lá isolada no banheiro. Tu tem esse sentimento de pertencimento. Tu está aqui, tu está relaxando com as cores que tu gosta, com a iluminação que tu gosta. Aqui, no caso, a gente tem as plantas. Então, tudo isso misturado faz com que se sinta bem à vontade”, afirma.
Bruna também aposta na repetição de cores e materiais para criar essa sensação de acolhimento.
“Tanto o veludo belga quanto esse material, que é o papel de parede líquido, trazem uma certa funcionalidade, como a acústica para dentro do espaço, e dão essa sensação de bem-estar. Todo o conceito foi montado em cima desse universo particular, do sentir-se em casa, do que te faz sentir a sensação do pertencimento”, completa.
A exposição
A 35ª edição da CasaCor RS acontece no antigo terminal do Aeroporto Internacional Salgado Filho, na Avenida dos Estados, 747, em Porto Alegre. Os ingressos custam a partir de R$ 48 e podem ser adquiridos no site da mostra.
Os visitantes também podem votar no melhor espaço por meio de um totem eletrônico, que registra os votos ao final do circuito. O vencedor do Prêmio Correio do Povo CasaCor RS 2026 será conhecido na cerimônia de encerramento do evento, em 4 de outubro.