“Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz” é a mostra que chega à Fundação Iberê Camargo (Padre Cacique, 2000), em Porto Alegre, nesta quinta, com abertura das 19h às 21h. Ao todo, são 76 obras — 19 a mais do que foi apresentada na Pinacoteca de São Paulo e Casa Fiat, em Belo Horizonte — sob a curadoria da historiadora da arte Regina Teixeira de Barros.
A exposição ocupa o 3º e o 4º andar da instituição cultural, com um panorama da fundação sediada em Fortaleza, que nos últimos 30 anos abrigou uma das mais sólidas coleções de arte brasileira. O ponto de partida é “Duas Amigas”, pintura referencial da fase expressionista de Lasar Segall e percorre o modernismo brasileiro, em peças de Anita Malfatti, Antônio Gomide, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Ismael Nery, Vicente do Rego e Victor Brecheret.
A segunda geração modernista, correspondente à década de 1930, é representada por Alberto da Veiga, Guignard, Portinari, Ernesto De Fiori e Flávio Carvalho. Destacam-se Volpi e Pancetti, que se situam na transição entre a pintura figurativa e a abstrata. A abstração geométrica, que começou nos anos 40 e cujo ponto alto foi nos 50, abrange os paulistas do grupo da Ruptura e os cariocas da Frente e Neoconcreto. Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Hércules Barsotti, Luiz Sacilotto, Lygia Clark e Willys de Castro são alguns deles.
Da arte cinética estão Abraham Palatnik e Sérvulo Esmeraldo. E ainda Antonio Bandeira, Maria H. Vieira da Silva e Maria Leontina. A abstração informal de Iberê Camargo encerra a coletiva. A visitação segue até 16 de outubro, de terças a domingos, das 12h às 19h.
Obras da Fundação Edson Queiroz serão exibidas em Porto Alegre
Coletiva inaugura nesta quinta na Fundação Iberê Camargo