A Academia acredita que, desde a indicação ao Oscar em 1986 pelo papel secundário em "A cor púrpura", Oprah se tornou "uma das figuras mais influentes do entretenimento e da filantropia".
"Ela tem se dedicado especialmente ao apoio de iniciativas educacionais e na criação de uma consciência sobre os problemas que afetam as mulheres e as crianças, tanto nos Estados Unidos como no mundo inteiro", disse a organização em um comunicado.
O prêmio foi entregue durante a apresentação anual dos Prêmios dos Governadores. O ator James Earl Jones e o maquiador Dick Smith também foram homenageados pela contribuição à indústria cinematográfica. "Eu nunca me imaginei recebendo um Oscar, principalmente pelo o que considero ser minha vocação", disse a ex-apresentadora, visivelmente emocionada.
Sua avó dizia que esperava que ela encontrasse "boas pessoas brancas" que a empregassem no futuro, recordou. "Ninguém imaginava que eu poderia ser outra coisa além de uma empregada. Eu poderia, no máximo, conseguir bons patrões brancos que me dariam roupas e me deixariam levar comida para casa em dia de festa", explicou. "Era inimaginável que eu poderia estar diante de vocês hoje."
Agora Oprah, uma das mulheres mais ricas dos Estados Unidos, tem um patrimônio avaliado em mais de 2 bilhões de dólares pela revista Forbes, em 2010. Considerada a rainha do "talk show", despediu-se em 25 de maio do seu pioneiro programa de televisão, após 25 anos de confissões íntimas de famosos.
Uma mulher com sobrepeso, negra e emotiva, em vez dos habituais apresentadores de televisão homens, brancos e dinâmicos, parecia uma candidata improvável para o estrelato nos Estados Unidos. Mas sua incomum mescla de autoajuda e confissões de celebridades deu certo e Oprah Winfrey se tornou uma das artistas de maior êxito no mundo do entretenimento.