A partir dos textos originais da Trilogia de Orestes, compostos por “Agamêmnon”, “Coéforas” e “Eumênides”, de Ésquilo, Jessé Oliveira recria clássico da dramaturgia universal com elementos da cultura afro-brasileira, em “Ori Orestéia”. A estreia é neste sábado, às 20h, e domingo, às 18h, no Theatro São Pedro (Praça da Matriz, s/nº).
A peça dialoga com elementos míticos e místicos de diferentes épocas e culturas, tendo concepção inovadora, que inclui itens da contemporaneidade negra. Da raiz de nossa cultura, a trama passa por várias manifestações e chega à cultura internacional. Figuras emblemáticas estão no palco: o atormentado Orestes, perseguido pela Justiça, se aproxima de Michael Jackson; Atenas, a Ângela Davis; e tem ainda referências aos Panteras Negras e a estrelas da black music.
Uma gama de potentes signos da cultura afro-brasileira está em cena, assim como o resgate de uma tradição gestual, signos e arquétipos da cultura negra. Investigam-se as raízes do teatro ritual, a partir de um mergulho na cultura africana, cultura pop e contemporânea, e suas composições corporais.
A perda da identidade é abordada, na encenação que oferece múltiplas leituras e que aborda o preconceito, a exploração e a luta, na cultura negra, assim como sua beleza.
Ori Orestéia, clássico grego com viés afro-brasileiro estreia neste sábado
Peça dialoga com elementos míticos e místicos de diferentes épocas e culturas