O Salão de Atos da Ufrgs (Campus Central - Avenida Paulo Gama, 110) será palco nesta terça-feira, dia 30, a partir das 19h, de um momento histórico: o lançamento da Orquestra Filarmônica Ufrgs. O programa apresentará três temas que mesclam o erudito e o popular, sob a regência do maestro Carlos Völker-Fecher, professor do Departamento de Música do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul desde o final de 2019. Numa promoção da Pró-Reitoria de Extensão da instituição, o evento tem entrada gratuita, com entrada por ordem de chegada.
“A orquestra vai trabalhar com várias linguagens”, diz satisfeito o professor de Regência Carlos Völker-Fecher, responsável pela iniciativa da formação da orquestra. Nascida como Orquestra do Instituto de Artes no começo do ano de 2020, logo antes da pandemia de Covid-19, a Orquestra Filarmônica Ufrgs realizou gravações e apresentações virtuais e também alguns concertos presenciais breves, neste período de quase dois anos e meio, dentre eles, um no Projeto Ufrgs Portas Abertas em 2022. Não teve oportunidade de realizar um concerto de lançamento, que acontecerá hoje à noite, com a participação de 68 instrumentistas. Formada por 70 alunos do Departamento de Música do Instituto de Artes da instituição e por músicos convidados, a orquestra conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Prorext) e Instituto de Artes (IA).
“Em 80 anos de Ufrgs, finalmente temos uma orquestra filarmônica”, comemora Völker-Fecher. O educador comenta que a universidade abraçou a ideia com uma força, que acabou se revelando uma “grata surpresa”. “Durante este tempo, estudamos em modo remoto, fizemos algumas dificílimas gravações à distância e esperamos ansiosamente o momento de estarmos juntos”, declara o maestro. “Este concerto, fruto de dois meses de trabalho presencial, é uma libertação! É chegada a hora de colocar para fora toda a força criadora através da nossa música”, comemora.
Espetáculo
O espetáculo conta com participação especial da solista Milene Aliverti, violoncelista e professora do Departamento de Música do Instituto de Artes da Ufrgs. A primeira apresentação do coletivo se inicia com “Abertura 4ª", obra de 2010 de Ernani Aguiar (1950-), que está fora de todas as convencionalidades da orquestração tradicional, com solos de prato de choque e de triângulo, que lhe conferem um caráter inusitado.
“Ela possui uma orquestração jocosa, uma brincadeira, o que origina algo com muita força”, explica o regente.
Na sequência da noite está prevista a estreia mundial de “Brasiliana Número 3”, obra de 1998 do compositor Cyro Pereira (1929-2011), objeto da pesquisa de Doutorado de Milene Aliverti. No encerramento, a estrela da “Sinfonia nº 9, Opus 95 – Do Novo Mundo”, de Antonin Dvorák (1841-1904). A obra foi criada no ano de 1892 no período em que o compositor estava nos Estados Unidos e evidencia uma alternância de afetos, quando temas do folclore musical norte-americano dialogam com os temas eslavos.