Em homenagem ao centenário de falecimento do compositor de óperas Giacomo Puccini, a Orquestra Theatro São Pedro (OTSP) preparou o espetáculo operístico inédito “Puccini: o seu nome é Amor!”, com apresentações neste sábado e domingo, dias 14 e 15 de setembro (sábado às 20h, e domingo às 18h). A produção conta com participação Companhia de Ópera do Rio Grande do Sul (CORS), tendo como solistas as sopranos Eiko Senda e Rosimari Oliveira, a contralto Angela Diel e o tenor Giovanni Marquezeli. Os ingressos podem ser adquiridos no site theatrosaopedro.rs.gov.br.
Na montagem semi-encenada, com regência e direção musical do maestro Evandro Matté e concepção e direção cênica de Flávio Leite, a orquestra estará no palco principal do Theatro São Pedro para interpretar árias e trechos orquestrais de sete óperas marcantes de autoria do músico italiano: Madama Butterfly, Turandot, Suor Angelica, Tosca, La Rondine, Edgar e Manon Lescaut.
Criado em formato de cortina lírica, o espetáculo ainda contará com projeções de imagens que contextualizam cada uma das cenas e com os quatro cantores vestindo figurinos e caracterizações alusivas aos personagens das obras. "Criamos uma ambiência condizente com a dramaturgia de cada uma das sete óperas puccinianas visitadas pela orquestra e solistas, em homenagem ao compositor que, neste ano, é exaltado no mundo inteiro pelo centenário de sua morte", destaca Leite.
Em comum, as sete óperas selecionadas têm como tema principal o amor, assunto que permeia toda a obra de Puccini. O título do espetáculo faz alusão à cena final de Turandot, o último trabalho composto pelo italiano, que faleceu em 1924, antes de poder finalizá-lo para a estreia, que ocorreu quase dois anos depois após ter o libreto concluído por Franco Alfano, com base nos esboços deixados por Puccini.
A trama é protagonizada pela princesa Turandot, que, avessa ao casamento, colocou como condição para ter a sua mão que fossem desvendados três enigmas criados por ela. A pena para aqueles que não conseguissem era a morte, mas o príncipe Calaf aceitou arriscar sua vida e resolveu os três mistérios. Não querendo a mão da princesa contra a vontade dela, ele também propôs uma charada: se Turandot descobrisse o nome do príncipe, que ainda não era conhecido por todos, ela estaria livre do casamento.
No desenvolvimento da ópera, Turandot e Calaf acabam se apaixonando e, ao final, o príncipe conta a ela seu nome, deixando-a livre para escolher. Voluntariamente, a princesa o quis. Diante do imperador, ela tinha a opção de pronunciar o nome de Calaf e não se casar, mas ela diz: “Conheço o nome do estrangeiro! O seu nome é Amor!”, revelando seu sentimento a todos.