No entanto, o momento é de celebração. Prestes a lançar um disco novo, que deve chegar às lojas em maio, Clapton vai comemorar o aniversário em cima dos palcos, com dois shows que prometem lotar o Madison Square Garden, em Nova York nos dias 1º e 2 de maio.
Dá pra dizer que a carreira do guitarrista britânico dispensa maiores apresentações. Só pra constar, ele é o artista com mais inclusões no hall da fama do rock ‘n’ roll (três consagrações pelo seu trabalho solo, com os Yardbirds e com o Cream). Além disso, o músico foi chamado de Deus já nos anos 60, época em que começou a revolucionar o estilo do delta do Mississipi, servindo de influência para diversas bandas que viriam da década seguinte, como Led Zeppelin e Deep Purple.
De lá para cá, já se foram mais de 129 milhões de álbuns vendidos em uma carreira que transitou pelo reggae de “I Shot The Sherif”, pelo rock de “Layla” e pelo pop de “Tears In Heaven”, mas sempre carregando a sua essência no blues. Influência assumida de Jimi Hendrix, Clapton também coleciona parcerias com nomes de peso como Beatles, Franz Zappa, Aretha Franklin, Bob Dylan, Mark Knopfler e B.B. King, com quem gravou o elogiado “Riding With The King”, no início da década passada.
Em 2007, impressionou público e crítica ao liberar a sua primeira autobiografia, que revela de forma honesta toda a sua trajetória profissional e pessoal, que inclui a fatídica perda de seu filho de quatro anos em 1991.
Em Porto Alegre, Clapton fez a alegria dos fãs gaúchos em três momentos diferentes de sua carreira. Em 1990, tocou para 17 mil pessoas no Gigantinho, época em que divulgava o disco “Journeyman”, lançado um ano antes. O retorno levou pouco mais de uma década, quando o guitarrista desembarcou na Capital com a turnê de “Reptile”, que reuniu 30 mil espectadores ao estádio Olímpico, seu maior público na cidade. Já na sua última passagem por aqui, em 2011, Clapton levou 20 mil fãs ao delírio no estacionamento da Fiergs, com repertório que passava por diversas fases de sua trajetória e trazia as canções do então recente “Clapton”, lançado em 2010.
Apesar das recentes declarações de aposentadoria, e de pairar a dúvida se Porto Alegre receberá novamente o Deus da guitarra, só podemos desejar vida longa àquele que é um dos raros exemplos de artista que sobreviveu a épocas tão distintas da música com total maestria.
Confira abaixo "Wonderful Tonight", um dos muitos hinos gravados por Clapton: