Arte & Agenda

Os embalos de sábado à noite com Jorge Ben Jor

Músico carioca de 84 anos apresenta neste sábado, 10, o show "Salve Simpatia" no Araújo Vianna

Público de Porto Alegre confere hoje no Auditório Araújo Vianna, o show de Jorge Ben Jor, que, aos 84 anos, perfaz um dos shows mais animados da MPB
Público de Porto Alegre confere hoje no Auditório Araújo Vianna, o show de Jorge Ben Jor, que, aos 84 anos, perfaz um dos shows mais animados da MPB Foto : Leo Aversa / Divulgação / CP

Samba, funk, groove e bossa: Jorge Ben Jor está voltando a Porto Alegre. Em seus shows que são sempre contagiantes e com o público cantando e dançando todas as músicas, sem exceção, não vão ficar de fora os grandes sucessos que mudaram a música brasileira como “W Brasil”, “Os Alquimistas Estão Chegando”, “Chove Chuva”, “Mas, que Nada!”, “País Tropical”, “Fio Maravilha”, “Jorge da Capadócia”, “A Banda do Zé Pretinho”, “Que Maravilha”, “Taj Mahal” e muito mais! O encontro está marcado para este sábado, dia 10 de junho, às 21h, no templo da música e dos grandes shows do Rio Grande do Sul, o Auditório Araújo Vianna (Osvaldo Aranha, 685, Parque Farroupilha). Os ingressos estão à venda na Sympla pelo www.sympla.com.br. O auditório abre às 19h30min. 

“Salve Simpatia!” Esse é o título do novo show de Jorge Ben Jor, músico de 84 anos. Marcado pelo inconfundível ritmo da sua guitarra, que transcende toda e qualquer regra de classificação, seu estilo foge aos rótulos: é samba com maracatu, bossa com rock, baião com funk. Jorge Ben Jor é modernidade com tradição, e isso se traduz no palco nessa turnê.

A história da vida do carioca da gema, Jorge Duílio Lima Meneses, nascido em Madureira e criado em Rio Comprido começou com o nascimento em 22 de março de 1939, filho de Augusto Menezes e da etíope Silvia Saint Ben Lima. Desde pequeno, Jorge queria ser jogador de futebol e chegou a integrar o time infanto do Flamengo, mas acabou seguindo o caminho da música, presente em sua vida desde criança. Ganhou seu primeiro pandeiro aos treze anos de idade e, dois anos depois, já cantava no coro da igreja.

Também participava como tocador de pandeiro em blocos de carnaval. Aos 18 anos, ganhou um violão de sua mãe e começou a se apresentar em festas e boates, tocando bossa nova e rock and roll. É conhecido como Babulina, por conta da pronúncia do rockabilly "Bop-A-Lena" de Ronnie Self (apelido que Tim Maia tinha pelo mesmo motivo). 
Ao passar a ter interesse pela música, o artista fez a sua carreira em uma época na qual a bossa nova predominava entre os gêneros genuinamente brasileiros pelo mundo. A exemplo da maioria dos músicos de então, ele foi inicialmente influenciado por João Gilberto, mas, desde o início, foi bastante inovador. Outras influências de Jorge são baião de Luiz Gonzaga e o rock de Little Richard.

Anos 60

No início dos anos 1960, o músico se apresentou no Beco das Garrafas, um reduto da bossa nova. Em 1963, ele subiu ao palco e cantou "Mas que Nada" - que ele já tinha gravado como vocalista do conjunto do organista Zé Maria, para um público pequena, que incluía um executivo da gravadora Philips. Dois meses depois, era lançado o primeiro compacto de Jorge Ben, que incluiu ainda "Por Causa de Você Menina". 

No mesmo ano lançou o primeiro LP, “Samba Esquema Novo”, acompanhado pelo conjunto de samba jazz Meirelles e os Copa Cinco. O gênero era samba, mas tinha junto um esquema novo, um suingue, um balanço, que acabou trazendo a reboque muitas canções que viraram unanimidades entre os críticos musicais da época. O artista carioca revolucionou a música brasileira com um estilo único, que colocava em comunhão as raízes brasileiras e africanas por meio de poemas tocantes, repletos de misticismo e energia.

Hoje, Jorge Ben Jor é um dos maiores e mais conceituados nomes da música brasileira. O cantor, compositor e instrumentista de 84 anos assume que jamais lhe passou pela cabeça que seria ele próprio um dos protagonistas da história da Música Popular Brasileira. Ele é padroeiro de uma legião de músicos que pedem a sua bênção para produzir um som que carrega em si muita simpatia, emoção, fortes raízes, um estilo único e muita, mas muita história.

E Jorge agradece todos os dias aos seus fãs e colaboradores por fazerem de um sonho aparentemente tão distante, uma realidade tão bonita e sempre atual. Os shows de Jorge Ben Jor costumam durar mais de duas horas, alguns já duraram quase três horas, mas neste 2023 ele tocou em festivais como Floripa Eco Summer e MITA, com sets mais enxutos, como é comum nos festivais. 

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