“Os Dois e Aquele Muro” é o novo trabalho da Cia. Halarde de Teatro, com texto de Ed Anderson e direção de Paulo Guerra, em cartaz no Teatro Nilton Filho (Grão Pará, 179), sextas e sábados, 21h, e domingos, às 20h. O local possui lotação limitada a 80 lugares, medição de temperatura e exige o uso de máscara, assim como o comprovante de vacinação.
A trama sobre dois homens solitários em busca de algo mescla drama, comédia e suspense, em sucessão não linear de cenas breves e variadas pulsações. No palco, a história de dois homens desconhecidos: o jovem arquiteto Jonas (Juliano Passini) e um experiente colecionador de antiguidades, Lúcio (Renato Santa Catharina). Eles têm o primeiro contato por aplicativo de relacionamentos, trocam mensagens e resolvem se conhecer. Marcam em um pub no dia do aniversário de Jonas, que completa 32 anos. Ao invés do clima de festa e alegria, o que fica evidente é um jogo misterioso, que transita entre sedução, poder, interesse e rivalidade.
Após os primeiros drinks, resolvem ir para o apartamento de Lúcio, onde o misto de tensão, atritos e atração só se intensifica, criando pacto que acarretará mudanças inesperadas em seus modos de encarar a vida. Imersos na luta pelo poder, nem por isso os dois deixam de tratar de afeto, solidariedade, ironia e respeito às diferenças, mesmo vivendo as dificuldades ou mesmo impossibilidades de degustar estas dimensões que fazem parte da aventura de estar vivo. Ambos erguem barreiras para que não precisem revelar-se integralmente, muros que preservam a intimidade de cada um, sem que se desenvolva nenhum laço menos frouxo entre os dois.