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Os Replicantes fazem show em Porto Alegre

Banda comemora 30 anos de carreira no Opinião

Banda comemora 30 anos de carreira no Opinião
Banda comemora 30 anos de carreira no Opinião Foto : Lucas Cunha / Divulgação / CP
Uma das bandas mais importantes para a consolidação de uma cena roqueira no sul do País, Os Replicantes chegam aos 30 anos e os fãs vão poder conferir a partir das 21h desta segunda-feira, no Opinião, um show com a presença de integrantes de todas as fases do grupo.

Subirão ao palco Cláudio Heinz (guitarra), Heron Heinz (baixo), Cleber Andrade (bateria) e Júlia Barth (vocal), da formação atual, além de Wander Wildner (vocal), Carlos Gerbase (bateria e vocal) e Luciana Tomasi (teclado e vocal). Serão exibidos fotos, vídeos e sons que marcaram a história da banda, para preparar o público para o que virá a seguir.

No repertório, canções de todas as fases, divididas em blocos, numa antologia preparada para reviver ao vivo os grandes momentos da banda que, numa síntese tão inesperada quanto original, misturou a essência contestatória e energética do punk rock com doses generosas de bom humor, ficção científica, irreverência e sotaque local. O setlist traz, entre outras, "Nicotina", "Surfista Calhorda", "Astronauta", "Boy do Subterrâneo", "Festa-punk" e "Sandina", de Jimi Joe. A versão de "Killing Moon" de Echo and the Bunnymen, "A Lua que Mata" e "Pin-Up (Só Mais Uma Chance)", da banda Urubu Rei, não foram esquecidas. Da fase atual serão executadas "Maria Lacerda" e "O Inverno Está Chegando", que recentemente virou clipe com imagens das manifestações de junho.

No final de 1983, Gerbase e os irmãos Cláudio e Heron Heinz compraram um baixo, uma guitarra e um amplificador, conseguiram uma bateria emprestada e começaram a tocar, numa garagem. Wander Wildner, colega de quartel de Gerbase nos anos 70, completou o quarteto, que fez seu primeiro show em maio de 1984, no bar Ocidente, e depois emplacou seu primeiro sucesso: 'Nicotina'. Integrou a coletânea "Rock Garagem", e, em compacto duplo (1985), fez de "Surfista Calhorda" um hit instantâneo. Pela Gravadora RCA, gravou os LPs "O Futuro é Vortex" (1986), "Histórias de Sexo e Violência" (1987) e "Papel de Mau" (1989), este último com Luciana Tomasi, que era a produtora.

Fundamentais para a construção do rock gaúcho, criaram o Vortex, misto de selo de fitas K7, estúdio e loja de discos. Em 1989, Wander sai para carreira solo, e entra Cleber Andrade, quando Gerbase passa a cantar. Em 1991, gravam "Androides Sonham com Guitarras Elétricas", com King Jim. Em 1996 lançam o CD ao vivo, e, em 2001, "A Volta dos que Não Foram", de despedida de Gerbase. Wander voltou para os vocais de 2003 a 2006, quando foram lançados "Go Ahead", "Old School Veterans Braziliasta" e "Replicantes em Teste" e o DVD "Go Ahead - A Primeira Tour na Europa a Gente Nunca Esquece". Julia Barth como nova vocalista foi a última transformação, em 2006. Depois veio o CD "2010" e o DVD "3x Rock" (2013), e para 2014 está prevista uma nova tour europeia.

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