Os solistas convidados interpretarão, sozinhos ou em duo, trechos das óperas “Luisa Miller”, “Don Carlo” e “Otello”, de Verdi, na primeira parte do programa, e de “Os Mestres Cantores de Nurenberg”, “Tannhäuser” e “A Valquíria”, de Wagner, na segunda parte da noite.
O italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) dedicou-se predominantemente à ópera. Entre a primeira e a última de suas criações, passaram-se mais de 50 anos, em um período de profundas transformações na Itália. O seu legado inclui verdadeiras obras-primas, bastante populares ainda hoje. Foi também na ópera que Richard Wagner (1813-1883) manifestou mais intensamente a capacidade de inovação de seu gênio criador. Sua obra é uma das maiores expressões do romantismo alemão. Wagner definiu uma nova concepção de ópera, na qual música, poesia, gesto e visualidade são elementos constitutivos do drama.
A soprano Daniella concluiu seu mestrado e bacharelado em Canto na Manhattan School of Music. Já se apresentou em palcos de países como Itália, Áustria, Estados Unidos e Brasil, e em estações de rádio de Nova Iorque como WNYC e Radio da Universidade de Columbia. Este ano, ela interpretou Micaela em “Carmen”, com a Miami Lyric Opera, e foi a solista da “Sinfonia nº 2”, de Mahler, com a Filarmônica do Amazonas.
O tenor Muehle iniciou seus estudos musicais em 1990 com o barítono Jean-Charles Gebelin, em Montevidéu. Em 1992 radicou-se na Alemanha e em 1997 graduou-se em Canto na Musikhochschule Lübeck, com o professor James Wagner. Foi indicado ao Prêmio Carlos Gomes (2012) na categoria Melhor Solista por sua atuação em Siegmund na ópera 'Die Walküre'. Foi o primeiro tenor brasileiro a se exibir na Opéra Bastille de Paris, onde, em 2011, cantou “Pique Dame” de Tchaikovsky.