Arte & Agenda

Ospa apresenta concerto “Toque Operístico” nesta sexta-feira

A partir das 20h, o primeiro concerto do mês traz obra do compositor russo e trechos de óperas ao Complexo Cultural Casa da Ospa

Soprano Gabriella Di Laccio será solista em "Fanfarras Litúrgicas" da ópera "Don Juan de Mañara", de Henri Tomasi
Soprano Gabriella Di Laccio será solista em "Fanfarras Litúrgicas" da ópera "Don Juan de Mañara", de Henri Tomasi Foto : Sharon-Eve Smith / Divulgação / CP

A Ospa inicia o mês de setembro com o concerto “Toque Operístico”. Na sexta-feira, 5, às 20h, a soprano Gabriella Di Laccio se apresenta junto à Ospa regida por Marcelo Jardim no Complexo Cultural Casa da Ospa (Borges de Medeiros, 1501), em um concerto que traz composições adaptadas de óperas e uma obra de Igor Stravinsky destacando os instrumentos de sopro e percussão. Os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla, conforme disponibilidade, e podem ser adquiridos também no local, a partir das 15h do dia do concerto. A apresentação será transmitida ao vivo no YouTube da Ospa.

O programa traz obras focadas nos instrumentos de sopros e percussão, que ganham protagonismo em uma formação sem os naipes de cordas típicos da orquestra: violino, viola, violoncelo e contrabaixo. Seguem no palco tanto as madeiras — flautim, flautas, oboés, corne inglês, clarinetes, clarone e fagotes — quanto os metais — trompetes, trompas, trombones, trombone baixo e tuba —, além de tímpanos, pratos e outros representantes da percussão.

A regência é do professor e diretor artístico da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Marcelo Jardim, que também é diretor musical da Orquestra de Sopros da UFRJ. A apresentação começa com uma suíte da ópera O Bom Soldado Schweik, de Robert Kurka (1921–1957). Com libreto de Lewis Allan e baseada no livro de mesmo nome de Jaroslav Hašek, a obra é uma sátira que se passa durante a Primeira Guerra Mundial. Ela é seguida por “Sinfonia para Instrumentos de Sopro”, de Igor Stravinsky, que traz contrastes que desafiam as convenções da música de concerto, criando um “mosaico sonoro”, como ressalta o regente Marcelo Jardim. A obra foi dedicada por seu autor ao compositor francês Claude Debussy e estreada em 1921.

Depois do intervalo, a apresentação retorna com as “Fanfarras Litúrgicas” da ópera Don Juan de Mañara, de Henri Tomasi. Neste trecho, o som dos metais ganha destaque, e a solista Gabriella Di Laccio é responsável pela interpretação vocal. Formada no Royal College of Music, a soprano gaúcha vive em Londres, e já se apresentou em espaços como Royal Albert Hall, St. John’s Smith Square e Megaron Opera House (Atenas), interpretando títulos como “Giulio Cesare”, “La Bohème” e “Don Giovanni”, e obras de Bach, Händel, Vivaldi, Haydn e Mozart. Gabriella é fundadora da Donne Foundation, que promove mulheres na música globalmente, e foi nomeada Membro da Ordem do Império Britânico (MBE) em 2025.

O concerto é encerrado com a “Pequena Música da Ópera dos Três Vinténs”, de Kurt Weill. Inspirada em The Beggar’s Opera”, composta em 1728 por John Gay, a peça completa teve seu libreto escrito por Bertolt Brecht, e foi adaptada posteriormente por Weill na suíte que será interpretada em Toque Operístico.

Antes da apresentação, o público pode aproveitar a palestra Notas de Concerto, que ocorre a partir das 19h na Sala de Recitais da Ospa, com transmissão pelo YouTube. O trombonista da Ospa e diretor da Escola de Música da Ospa, Rodrigo da Rocha, é o palestrante convidado

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