No Mês das Crianças, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) realiza uma nova montagem “O Menino Maluquinho”, ópera brasileira dedicada ao público infantil. Inspirada no personagem do quadrinista Ziraldo, serão realizadas duas sessões no Complexo Cultural Casa da Ospa (Av. Borges de Medeiros, 1501 - Praia de Belas), nos dias 17 e 18 de outubro, às 17h. Os ingressos podem ser adquiridos pelo Sympla.
Após fazer sucesso em grandes palcos brasileiros, a ópera ganha uma montagem inédita em Porto Alegre, com regência e direção de Manfredo Schmiedt e concepção e direção cênica de Flávio Leite. A obra tem música do compositor brasileiro Ernani Aguiar e libreto da escritora Maria Gessy de Sales.
Com sensibilidade, humor e melodias cativantes, a ópera “O Menino Maluquinho” transforma em espetáculo as aventuras do mais famoso personagem de Ziraldo e de seu livro homônimo, publicado originalmente em 1979. Entre travessuras e momentos de ternura, a narrativa valoriza as descobertas que marcam a infância e levam ao amadurecimento.
Foco no universo infantil
As crianças são as grandes protagonistas da ópera, que traz ao palco da Ospa o universo lúdico de um dos personagens mais queridos do Brasil. Em cena, o trio formado pelo Menino Maluquinho, Julieta e Bocão estrela a montagem do início ao fim. Sempre em cena também estará um coro infantil com 48 vozes formado pelo Show Musical Anchieta e os Coros da Escola de Música da Ospa, acompanhados por uma orquestra com 40 músicos e o Coro de Câmara da Ospa com 20 vozes.
Para o maestro Manfredo Schmiedt, a ópera é um “retrato sensível, atemporal e poético da infância livre”, que traduz “a magia de crescer”. O diretor cênico Flávio Leite ressalta que, por sua leveza e bom humor, o espetáculo é voltado a toda a família, servindo como porta de entrada das crianças à ópera.
“‘O Menino Maluquinho’ demonstra que o repertório nacional pode unir excelência musical, identidade cultural e comunicação direta com o público, reafirmando a ópera como uma arte viva, atual e capaz de emocionar espectadores de todas as idades”, avalia Leite. A concepção de Flávio Leite para a ópera se baseia diretamente na linguagem de desenho do livro de Ziraldo e promove uma transformação total na Sala Sinfônica da Casa da Ospa.