Arte & Agenda

OSPA leva ao palco do Theatro São Pedro versão contemporânea da ópera “La Bohème”

Obra de Giacomo Puccini, a ópera é a mais encenada em todo o mundo

O elenco é formado por cantores líricos que conquistaram o público nas últimas óperas da OSPA, como O Morcego (2022), I Pagliacci (2023) e Os Bacharéis (2023)
O elenco é formado por cantores líricos que conquistaram o público nas últimas óperas da OSPA, como O Morcego (2022), I Pagliacci (2023) e Os Bacharéis (2023) Foto : Leonel Jacques / OSPA / Divulgação CP

Considerada a obra-prima de Giacomo Puccini, cujo centenário de morte é lembrado em 2024, “La Bohème” é a ópera mais encenada em todo o mundo. Ela será apresentada pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (OSPA) em duas récitas: neste sábado, 10, às 20h, e domingo, 11, às 18h, no Theatro São Pedro. Os ingressos estão disponíveis na Sympla.

A nova montagem atualiza a história do século 19 com cenários contemporâneos criados em parceria com o artista urbano portoalegrense Celopax. A obra consagrada de Puccini é interpretada por um grande elenco de solistas apoiados pelos três coros da OSPA (infantojuvenil, jovem e adulto). Inicialmente agendada para junho de 2024, La Bohème foi remarcada para agosto após as enchentes que afetaram profundamente todo o Rio Grande do Sul.

O maestro Evandro Matté, além de conduzir a Orquestra a partir do fosso do teatro, também assina a direção musical do espetáculo. Liderado pela soprano Gabriella Pace e o tenor Lazlo Bonilla, o elenco é formado por cantores líricos que conquistaram o público nas últimas óperas da OSPA, como O Morcego (2022), I Pagliacci (2023) e Os Bacharéis (2023). Segundo o diretor cênico do espetáculo, Flávio Leite, “é um elenco dos sonhos, que reúne todas as credenciais vocais, cênicas e musicais necessárias para interpretar esse título tão especial para todos. A Gabriella, por exemplo, já fez muitas vezes La Bohème como Musetta, mas esta será a primeira vez como Mimi”, pontua o diretor, que também é responsável pela concepção da ópera.

Além de oito solistas, três conjuntos corais da OSPA participam da montagem: o Coro Sinfônico da OSPA, que contará com 30 vozes, o Coro Infantojuvenil e o Coro Jovem da Escola da OSPA, que estarão representados por 12 jovens cantores no total. Os coralistas participam do segundo e terceiro atos, interpretando desde comerciantes até crianças em busca de presentes de Natal.

La Bohème é uma ópera em quatro atos com música de Giacomo Puccini (1858-1924) e libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa. Com enredo baseado no romance Cenas da Vida Boêmia, do francês Henry Murger, a obra estreou no Teatro Regio de Turim em 1º de fevereiro de 1896, sob a regência do famoso Arturo Toscanini. Uma das mais belas e trágicas histórias de amor no repertório operístico, La Bohème cativou o público de imediato e se tornou um exemplo da chamada “ópera proletária”, que prioriza personagens simples e situações cotidianas em detrimento de nobres, deuses e heróis que populavam as produções líricas da época.

A história é originalmente situada no Quartier Latin de Paris, por volta de 1830. O bairro boêmio é palco de uma paixão ardente entre uma artesã (Mimi) e um poeta (Rodolfo). Subvertendo a concepção mais tradicional da obra, Flávio Leite traz a montagem para os dias de hoje. Os cantores vestem roupas modernas garimpadas em brechós e repaginadas pelo figurinista Daniel Lion. O cenário, construído pela arquiteta Yara Balboni, exibe grafites do artista urbano Marcelo Pax (Celopax), famoso por colorir as ruas de Porto Alegre com seus “monstros”.

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